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07 de fevereiro de 2026

“Vou pagar minhas contas como?” diz funcionário demitido de empresa que decretou falência

Falência de empresa que atua no RS deixa quase 700 trabalhadores sem emprego

Uma empresa que atua no Rio Grande do Sul teve a falência decretada pela Justiça. O movimento deixa mais de 700 trabalhadores, desde dezembro, sem receber salários e verbas rescisórias.

“Até agora não recebi nada. Vou pagar minhas contas como?” conta um funcionário da empresa que atuava na Região Metropolitana e procurou a reportagem da Agência GBC pedindo para não ser identificado.

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Conforme a decisão judicial, com a falência da empresa decretada, estão suspensas as obrigações extraconcursais vencidas, a rescisão dos contratos, o procedimento de arrecadação dos bens e a autorizaçoa para que a administradora judicial realize as demissões. As medidas valem pelos próximos dois meses.

A reportagem fala sobre a Serede, subsidiária da Oi que atua não só no Rio Grande do Sul, mas em todo o território nacional.

No Brasil, o número de trabalhadores que podem ficar sem o pagamento dos direitos trabalhistas pode chegar a 5 mil.

“Vou passar o ano novo sem dinheiro”, diz funcionário demitido de empresa que decretou falência: sem garantia de pagamento das verbas rescisórias

Conforme o Sindicato dos Telefônicos do Rio Grande do Sul (Sinttel-RS), ocorreram reuniões de mediação envolvendo a Justiça do Trabalho. Porém, ainda não previsão para pagamentos das verbas rescisórias.

Porém, após ter a falência decretada, a empresa determinou que os ex-funcionários devolvam ferramentas de trabalho. Conforme a entidade, na lista estão equipamentos, notebooks, celulares, veículos e equipamentos de proteção individual.

A Agência GBC tenta contato com a empresa, mas ainda não obteve retorno.

Jaime Zanatta
Jaime Zanatta
Jornalista formado pela Unisinos escreve sobre economia, cotidiano, polícia e o dia a dia das cidades.
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