Uma marca tradicional do Rio Grande do Sul, conhecida por décadas no setor industrial, chegou a um desfecho que surpreendeu muitos consumidores. Mesmo após tentar se reerguer na Justiça, a situação financeira não se sustentou.
O caso chama atenção porque não se trata de uma crise recente. A empresa já enfrentava dificuldades há anos e vinha operando sob recuperação judicial, tentando reorganizar as contas e manter as atividades.
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Agora, a Justiça confirmou que a empresa tem falência decretada, encerrando mais um capítulo da história de uma indústria que marcou gerações no Estado.
Tradicional empresa gaúcha de ventiladores tem falência decretada após acumular mais de R$ 20 milhões em dívidas: descumprimento de plano pesou na decisão
Assim, segundo o processo, a companhia deixou de cumprir o plano de recuperação judicial. Entre os principais problemas apontados estão:
- Atrasos no pagamento de credores
- Falta de negociação do passivo fiscal
- Custas judiciais em atraso
- Paralisação das atividades industriais
Além disso, a avaliação foi de que não havia demonstração concreta de viabilidade econômica para continuar operando.
Fábrica parada e faturamento baixo
A empresa em questão é a Martau, fundada em 1961 e conhecida nacionalmente pela fabricação de ventiladores. A falência já havia sido decretada anteriormente, mas acabou revertida após questionamentos jurídicos.
Desta vez, porém, a decisão foi mantida.
“A empresa foi atingida pela enchente, mas antes mesmo da tragédia a operação estava muito baixa. De janeiro a abril de 2024, o faturamento foi de apenas R$ 32 mil”, explica o administrador judicial da recuperação judicial, Fábio Cainelli de Almeida, do escritório Cainelli de Almeida Advogados, para a coluna de Giane Guerra.
Dívida ultrapassa R$ 20 milhões
Dessa forma, com a falência decretada, os bens começam a ser avaliados para leilão judicial. Entre eles estão:
- A fábrica em Porto Alegre
- Um segundo imóvel em Alvorada
- A própria marca Martau
A dívida total supera R$ 20 milhões.
A ordem de pagamento seguirá a legislação, priorizando créditos extraconcursais, trabalhistas, garantias reais e fiscais. Credores quirografários ficam nas últimas posições da fila.
Mesmo após a decisão, a empresa ingressou com recurso. Ainda assim, o processo entra agora em uma fase decisiva que pode encerrar definitivamente a trajetória de uma das marcas mais conhecidas do setor no Rio Grande do Sul.
A reportagem tenta contato com a empresa, mas ainda não obteve retorno. O espaço segue aberto para manifestações futuras.

