O exame prático da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) passou por mudanças significativas em 2026. Agora, a prova prática da CNH adota um sistema de pontuação por infrações cometidas durante o percurso, eliminando a reprovação automática por erros considerados leves ou isolados. Essa mudança representa uma das maiores reformulações no processo de avaliação para habilitação de motoristas no país.
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Além disso, o novo modelo permite que o candidato realize uma nova tentativa no mesmo dia sem cobrança de taxa adicional, desde que haja disponibilidade operacional nos órgãos de trânsito responsáveis.
Como funciona o novo sistema de pontuação da prova prática da CNH
Sistema de pontos por infração
Com as alterações definidas pelo Conselho Nacional de Trânsito (Contran), a prova prática da CNH deixa de usar faltas eliminatórias automáticas e passa a adotar uma lógica de pontuação acumulativa. O candidato inicia a avaliação com zero pontos, e cada infração cometida vai somando pontuação conforme a gravidade da falta.
Os pontos são distribuídos da seguinte forma:
- Infração leve: 1 ponto
- Infração média: 2 pontos
- Infração grave: 4 pontos
- Infração gravíssima: 6 pontos
Essa forma de avaliação é semelhante ao sistema de pontuação já utilizado no trânsito brasileiro, o que pode tornar a prova mais objetiva e mais próxima da experiência real de dirigir.
Quando o candidato é aprovado ou reprovado
Para ser considerado aprovado na prova prática da CNH, o candidato deve somar até 10 pontos ao fim do percurso. Caso ultrapasse esse limite de pontos, o candidato é reprovado.
Antes das mudanças, uma única infração grave ou gravíssima podia resultar em eliminação imediata, o que tornava o exame extremamente rigoroso e causava altas taxas de reprovação.
Mesmo com o novo modelo de pontuação, a comissão examinadora continua com prerrogativa de interromper a prova caso seja identificada incapacidade técnica ou instabilidade emocional que comprometa a segurança no trânsito.
Novas oportunidades e maior flexibilidade no processo
Uma das novidades mais importantes dessa reformulação é a possibilidade de realizar um reteste no mesmo dia, sem custo adicional, caso o candidato não seja aprovado na primeira tentativa. Essa mudança busca reduzir custos e ansiedade dos candidatos, incentivando maior participação e menos desistências.
Além disso, a nova sistemática de avaliação pode reduzir a reprovação por erros simples, como pequenas falhas técnicas ou nervosismo, que antes resultavam automaticamente na eliminação do candidato.
O que evidenciam as mudanças na prática
Especialistas em trânsito e instrutores acreditam que o novo modelo da prova prática da CNH tende a formar condutores mais preparados para o trânsito real, com foco em avaliação contínua e contextualizada, e não apenas em manobras isoladas ou pontos eliminatórios.
Com isso, o processo de habilitação tende a se aproximar mais do cotidiano dos motoristas, oferecendo mais previsibilidade e potencialmente reduzindo a necessidade de múltiplas tentativas, sem comprometer a segurança no trânsito.

