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14 de fevereiro de 2026

Prova Prática da CNH muda avaliação no Brasil e elimina erro eliminatório

O exame prático da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) passou por mudanças significativas em 2026. Agora, a prova prática da CNH adota um sistema de pontuação por infrações cometidas durante o percurso, eliminando a reprovação automática por erros considerados leves ou isolados. Essa mudança representa uma das maiores reformulações no processo de avaliação para habilitação de motoristas no país.

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Além disso, o novo modelo permite que o candidato realize uma nova tentativa no mesmo dia sem cobrança de taxa adicional, desde que haja disponibilidade operacional nos órgãos de trânsito responsáveis.

Como funciona o novo sistema de pontuação da prova prática da CNH

Sistema de pontos por infração

Com as alterações definidas pelo Conselho Nacional de Trânsito (Contran), a prova prática da CNH deixa de usar faltas eliminatórias automáticas e passa a adotar uma lógica de pontuação acumulativa. O candidato inicia a avaliação com zero pontos, e cada infração cometida vai somando pontuação conforme a gravidade da falta.

Os pontos são distribuídos da seguinte forma:

  • Infração leve: 1 ponto
  • Infração média: 2 pontos
  • Infração grave: 4 pontos
  • Infração gravíssima: 6 pontos

Essa forma de avaliação é semelhante ao sistema de pontuação já utilizado no trânsito brasileiro, o que pode tornar a prova mais objetiva e mais próxima da experiência real de dirigir.

Quando o candidato é aprovado ou reprovado

Para ser considerado aprovado na prova prática da CNH, o candidato deve somar até 10 pontos ao fim do percurso. Caso ultrapasse esse limite de pontos, o candidato é reprovado.

Antes das mudanças, uma única infração grave ou gravíssima podia resultar em eliminação imediata, o que tornava o exame extremamente rigoroso e causava altas taxas de reprovação.

Mesmo com o novo modelo de pontuação, a comissão examinadora continua com prerrogativa de interromper a prova caso seja identificada incapacidade técnica ou instabilidade emocional que comprometa a segurança no trânsito.

Novas oportunidades e maior flexibilidade no processo

Uma das novidades mais importantes dessa reformulação é a possibilidade de realizar um reteste no mesmo dia, sem custo adicional, caso o candidato não seja aprovado na primeira tentativa. Essa mudança busca reduzir custos e ansiedade dos candidatos, incentivando maior participação e menos desistências.

Além disso, a nova sistemática de avaliação pode reduzir a reprovação por erros simples, como pequenas falhas técnicas ou nervosismo, que antes resultavam automaticamente na eliminação do candidato.

O que evidenciam as mudanças na prática

Especialistas em trânsito e instrutores acreditam que o novo modelo da prova prática da CNH tende a formar condutores mais preparados para o trânsito real, com foco em avaliação contínua e contextualizada, e não apenas em manobras isoladas ou pontos eliminatórios.

Com isso, o processo de habilitação tende a se aproximar mais do cotidiano dos motoristas, oferecendo mais previsibilidade e potencialmente reduzindo a necessidade de múltiplas tentativas, sem comprometer a segurança no trânsito.

Vinicius Ficher
Vinicius Ficher
Redator, escrevediariamente sobre economia, serviços e cotidiano de cidades.
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