O fechamento repentino da unidade da Dipro do Brasil em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba, resultou na demissão coletiva de 330 trabalhadores e desencadeou um impasse sobre verbas rescisórias e tempo de serviço.
Desde 5 de janeiro de 2026, funcionários e familiares mantêm um acampamento em frente à fábrica, alegando falta de clareza sobre prazos de pagamento e temendo a retirada de máquinas e equipamentos antes da quitação dos valores devidos.
A mobilização conta com apoio do Sindicato dos Metalúrgicos da Grande Curitiba, que sustenta que parte dos empregados teria direito ao reconhecimento integral do tempo de serviço, incluindo período anterior, ainda na fase da Conduspar — empresa que entrou em recuperação judicial em 2023.
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O que está em disputa na demissão da Dipro Brasil?
O ponto central do conflito envolve:
- Reconhecimento do tempo de casa anterior à transição para a Dipro
- Cálculo das verbas rescisórias (férias, aviso-prévio, 13º proporcional)
- Liberação de FGTS e documentação para seguro-desemprego
- Garantias antes da retirada de ativos da planta
Segundo posicionamento divulgado pela empresa, o encerramento das atividades decorre da rescisão consensual da compra de uma Unidade Produtiva Isolada (UPI), ligada à recuperação judicial da Conduspar. A Dipro afirma que não há atrasos salariais e que as verbas serão pagas dentro do prazo legal.
Impacto econômico e tensão trabalhista
O caso expõe a fragilidade de transições empresariais envolvendo recuperação judicial e UPI, especialmente quando há demissões em massa. A divergência sobre continuidade do vínculo pode alterar significativamente o valor final das indenizações.
Enquanto a empresa afirma cumprir a legislação, trabalhadores mantêm a mobilização como forma de pressão e garantia.

