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18 de fevereiro de 2026

El Niño 2026 no RS pode provocar chuva acima da média, segundo Climatempo

El Niño 2026 no RS pode provocar chuva acima da média, temporais e risco de enchentes. Veja o que dizem meteorologistas.

O El Niño 2026 no RS deve retornar com intensidade entre moderada e forte, segundo análises da Climatempo. Os primeiros sinais do fenômeno são esperados a partir de maio, com fortalecimento no segundo semestre e impacto direto no regime de chuvas do Rio Grande do Sul.

As projeções mais recentes da National Oceanic and Atmospheric Administration (NOAA) indicam maior probabilidade de um evento moderado a forte entre agosto e outubro, período em que o aquecimento do Pacífico Equatorial tende a se consolidar.

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Chuva acima da média no RS já no inverno

De acordo com meteorologistas, o padrão típico do El Niño inclui aumento de precipitações no Sul do Brasil, especialmente no Rio Grande do Sul.

Para 2026, a previsão aponta:

  • Maior nebulosidade já no inverno
  • Episódios de chuva abrangente
  • Risco ampliado de enchentes
  • Temporais mais frequentes na primavera

O pico do fenômeno costuma ocorrer entre novembro e janeiro, período que pode concentrar os maiores volumes de chuva.

Intensidade pode ser moderada a forte

O meteorologista Vinicius Lucyrio afirma que o aquecimento anormal das águas do Pacífico já sinaliza um cenário semelhante ao observado em 2023, quando o Brasil enfrentou diversos extremos climáticos.

Se confirmado como moderado a forte, o El Niño 2026 no RS pode intensificar:

  • Eventos convectivos de grande escala
  • Temporais severos
  • Acumulados elevados de precipitação em curto período

Parte dessa instabilidade também pode alcançar áreas de Santa Catarina, Mato Grosso do Sul e São Paulo.

Impactos na agricultura e no abastecimento

O aumento da chuva acima da média no RS pode afetar:

  • Desenvolvimento das lavouras
  • Condições de colheita
  • Níveis de rios e reservatórios
  • Planejamento hídrico

Especialistas alertam que a irregularidade das chuvas pode trazer desafios tanto para o campo quanto para áreas urbanas.

Calor e redução de ar polar

Embora o inverno ainda possa registrar incursões de ar polar em maio e junho, a tendência é de redução dessas massas frias a partir de julho, com o avanço do acoplamento entre oceano e atmosfera.

Além da chuva acima da média no RS, o fenômeno também pode favorecer períodos de temperaturas elevadas em intervalos entre frentes frias.

Monitoramento continua

A Climatempo informa que seguirá acompanhando os modelos climáticos globais ao longo de 2026 para atualizar as projeções.

Com histórico recente de eventos extremos no estado, o El Niño 2026 no RS deve ser acompanhado de perto por autoridades e produtores rurais.

Guilherme Galhardo
Guilherme Galhardo
Redator, apaixonado pela cultura POP, luta-livre, games, séries e filmes, escreve sobre economia, serviços e cotidiano de cidades. Entusiasta de meteorologia e punk rocker nas horas vagas.
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