O Minha Casa Minha Vida 2026 deve passar por mudanças importantes nos próximos dias. O governo federal prepara a ampliação das faixas de renda, permitindo que famílias com ganhos mensais de até R$ 12 mil continuem tendo acesso a condições facilitadas de financiamento habitacional.
A proposta está sendo finalizada pelo Ministério das Cidades e ainda precisa ser submetida ao Conselho Curador do FGTS antes de entrar oficialmente em vigor.
LEIA TAMBÉM:
- Saiba até quando vai o passe livre em Canoas
- Confira lista completa e os contemplados no Compra Assistida em Canoas
- Saiba quando é a volta às aulas em Canoas após mudanças
O que muda no Minha Casa Minha Vida 2026
A principal mudança envolve a atualização das faixas de renda, que estavam defasadas diante do aumento do salário mínimo.
Pelos novos valores em discussão:
- Faixa 1 deve subir de R$ 2.850 para cerca de R$ 3.200
- Faixa 2 pode passar de R$ 4.700 para aproximadamente R$ 5.000
Hoje, o programa funciona assim:
- Faixa 1: até R$ 2.850
- Faixa 2: de R$ 2.850,01 a R$ 4.700
- Faixa 3: de R$ 4.700,01 a R$ 8.600
- Faixa 4: de R$ 8.600,01 a R$ 12.000
Com a correção, mais famílias poderão voltar a se enquadrar nas faixas que oferecem subsídios e juros reduzidos.
Juros menores e subsídios de até R$ 55 mil
O Minha Casa Minha Vida 2026 continua oferecendo condições especiais, principalmente para famílias de menor renda e moradores das regiões Norte e Nordeste.
As taxas de juros variam entre 4% e 10,5% ao ano. Além disso, o subsídio pode chegar a R$ 55 mil por família, com recursos do FGTS.
Os limites de valor dos imóveis também devem ser reajustados em cerca de 4%. Atualmente, o teto é de R$ 350 mil nas capitais e R$ 255 mil em parte dos municípios do interior.
Classe média ganha mais espaço
Criada em 2024, a Faixa 4 é voltada à classe média, que enfrenta dificuldades no crédito imobiliário tradicional.
Mesmo sem subsídio direto, essa faixa oferece condições mais vantajosas do que as praticadas pelo mercado.
O programa é uma das principais vitrines sociais do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e também tem como objetivo estimular o setor imobiliário.
Meta é chegar a 3 milhões de moradias
Segundo o Ministério das Cidades, o programa já contratou 2,2 milhões de unidades habitacionais.
Com a ampliação prevista no Minha Casa Minha Vida 2026, a meta é alcançar 3 milhões de moradias contratadas até dezembro de 2026.

