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19 de fevereiro de 2026

Polilaminina: pesquisadora brasileira lidera criação de medicamento que devolve movimentos a tetraplégico

Desenvolvida na UFRJ, a Polilaminina mostrou resultados promissores na regeneração da medula espinhal e pode se tornar o primeiro tratamento nacional para lesão medular

Um medicamento inédito desenvolvido no Brasil está reacendendo a esperança de pacientes com lesão medular. A Polilaminina, criada por pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) em parceria com o laboratório Cristália, já apresentou resultados impressionantes: pacientes paraplégicos e tetraplégicos voltaram a apresentar movimentos após o tratamento.

À frente do estudo está a bióloga Tatiana Coelho Sampaio, cuja pesquisa pode representar um marco histórico na medicina regenerativa brasileira.

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Resultados que surpreenderam a comunidade científica

De acordo com os estudos iniciais, cerca de 10 pacientes que sofreram traumas na medula, causados por acidentes de trânsito, quedas e ferimentos por arma de fogo, apresentaram recuperação parcial ou até total dos movimentos.

Entre os casos:

  • Um homem de 31 anos voltou a andar após um acidente grave.
  • Uma jovem de 27 anos recuperou parte dos movimentos depois de uma queda severa.

Os resultados reacendem a discussão sobre tratamentos eficazes para lesões medulares, condição que até hoje possui opções terapêuticas extremamente limitadas.

Como a Polilaminina funciona

A Polilaminina atua estimulando a regeneração das células da medula espinhal, restabelecendo a comunicação entre o cérebro e o corpo.

A substância é baseada em uma proteína produzida naturalmente pelo organismo durante o desenvolvimento do sistema nervoso. Segundo a equipe da UFRJ, ela pode ser extraída da placenta humana, o que torna o tratamento potencialmente mais seguro e acessível do que terapias com células-tronco.

“É uma alternativa mais previsível e eficiente do que o uso de células-tronco”, explica Tatiana Coelho Sampaio.

Aplicação e próximos testes clínicos

O tratamento consiste em dose única, preferencialmente aplicada nas primeiras 24 horas após o trauma, seguida de fisioterapia intensiva.

Mesmo em casos antigos, os pesquisadores observaram melhora significativa na mobilidade e na sensibilidade.

O laboratório Cristália aguarda agora autorização da Anvisa para iniciar a fase 1 dos testes clínicos, que contará com cinco novos pacientes. A etapa será realizada em parceria com o Hospital das Clínicas da USP e com a AACD.

Um passo histórico para a medicina brasileira

Segundo Rogério Almeida, vice-presidente de Pesquisa & Desenvolvimento do Cristália, a Polilaminina atende aos critérios científicos para ser reconhecida como medicamento de regeneração neural.

Caso receba aprovação da Anvisa, poderá se tornar:

✔️ O primeiro tratamento efetivo para regeneração medular no Brasil
✔️ Uma inovação com potencial de exportação
✔️ Uma alternativa terapêutica para outros tipos de lesões do sistema nervoso

A descoberta liderada por uma pesquisadora brasileira reforça o protagonismo da ciência nacional e pode transformar a vida de milhares de pacientes que hoje não possuem alternativa eficaz.

Josué Garcia
Josué Garcia
Estudante de jornalismo e redator de SEO, Josué Garcia escreve sobre cotidiano.
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