O novo boletim de balneabilidade divulgado na última sexta-feira (20) aponta praias imprópias para banho no litoral gaucho. O relatório indica pontos com risco à saúde, incluindo locais bastante frequentados durante o verão.
O levantamento integra o monitoramento semanal realizado no Estado e analisa a qualidade da água em praias e balneários. Ao todo, foram avaliados 96 pontos entre os dias 16 e 19 de fevereiro de 2026.
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De acordo com a Fepam, dez locais estão impróprios para banho neste momento. Entre eles, duas praias do Litoral Norte gaúcho: Cidreira, na região da Concha Acústica, e Tramandaí, no ponto da Avenida da Igreja.
Além disso, também foi identificado risco em águas internas da região, especificamente na Lagoa do Peixoto, em Osório.
Por que a água está imprópria
Segundo o boletim, a Lagoa do Peixoto apresentou índice extremamente alto de cianobactérias: 344.774 células por mililitro, quando o limite seguro é de 50 mil.
Esse cenário indica eutrofização, ou seja, excesso de nutrientes na água. Como consequência, ocorre proliferação de microrganismos que podem produzir toxinas perigosas à saúde humana.
De acordo com os técnicos, a exposição pode provocar intoxicações agudas ou crônicas, principalmente em crianças, idosos e pessoas com imunidade baixa.
Lista completa de praias impróprios
Cachoeira do Sul — Praia Nova — Rio Jacuí
Cerrito — Balneário Cerrito — Rio Piratini
Cidreira — Concha Acústica
Osório — Lagoa do Peixoto
Pedro Osório — Balneário Pedro Osório — Rio Piratini
Pelotas — Santo Antônio
Piratini — Balneário Klérfim Cardoso — Rio Piratini
Santa Maria — Passo do Verde — Rio Vacacaí
Tapes — Praia do U
Tramandaí — Avenida da Igreja
Comparação com o boletim anterior
Em relação ao relatório anterior, houve mudanças importantes. Dois pontos em São Lourenço do Sul e um em Tapes saíram da lista de risco.
Por outro lado, Cachoeira do Sul, Cerrito, Cidreira, Pedro Osório e Tramandaí passaram a apresentar locais com condições impróprias.
Como é feita a classificação da água
A análise segue critérios técnicos definidos pelo Conselho Nacional do Meio Ambiente. O principal parâmetro é a presença da bactéria Escherichia coli.
Se duas amostras, dentro de cinco semanas, ultrapassarem 800 unidades ou se a última coleta superar 2 mil, o ponto é classificado como impróprio.
Em alguns locais, também são analisadas as cianobactérias, especialmente em lagoas e águas internas.
Quem realiza o monitoramento
O programa de balneabilidade é executado pela Fepam com apoio da Corsan e do Sanep.
O projeto ocorre anualmente desde 1979 e integra a Operação Verão Total do governo estadual. Os boletins são divulgados semanalmente até o fim de fevereiro.
Recomendações importantes aos banhistas
As autoridades orientam que a população entre na água apenas em locais classificados como próprios.
Também é recomendado evitar banho após chuvas intensas, em períodos de cheia de rios e próximo a canais pluviais, pois há maior risco de contaminação.
Outro alerta é não entrar em áreas com concentração de algas, já que elas podem conter toxinas prejudiciais à saúde.
Especialistas reforçam que crianças, idosos e pessoas com imunidade baixa devem redobrar os cuidados para evitar problemas de saúde.

