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Canoas
23 de fevereiro de 2026

Diretora de escola em Canoas cai em golpe e perde mais de R$ 144 mil

Golpe aplicado em diretora de escola em Canoas foi descoberto por investigação da 3ª Delegacia de Polícia de Canoas

Uma diretora de uma escola em Canoas foi vítima de um golpe. Ela foi enganada por um grupo de criminosos que se passaram por representantes do Google, Oficial de Justiça e por advogada.

Conforme a Polícia Civil, a vítima relatou que o primeiro contato com o grupo criminoso ocorreu em agosto de 2025. Na ocasião, uma mulher que se apresentava como funcionária do Google, afirmou que precisava apenas confirmar o endereço da instituição. Sem desconfiar de nada, a diretora confirmou os dados informados pela suposta atendente.

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No dia seguinte, a mesma pessoa entrou em contato com a diretora novamente e enviou um documento para a assinatura. Sem ler o documento, a vítima assinou o arquivo e saiu de férias.

Diretora de escola em Canoas cai em golpe e perde mais de R$ 144 mil: grupo criminoso começou a realizar falsa cobrança

Logo após retornar ao trabalho, a diretora recebeu a ligação de uma mulher que se apresentava como Oficial de Justiça do Distrito Federal. Ela afirmou que a diretora ficaria com o nome sujo devido a um serviço contratado que não havia sido pago.

Surpresa, a diretora disse que não desconhecia qualquer contratação. Porém, a suposta oficial forneceu o telefone da empresa responsável pela cobrança, o mesmo que havia feito contato antes das férias.

Segundo a polícia, quando a vítima ligou para o contato fornecido, recebeu a informação de que havia contratado um serviço para divulgar a escola no Google e que estaria inadimplente. Além disso, para cancelar o suposto contrato, ela deveria pagar taxas rescisórias em três parcelas de R$ 955.

Temendo a negativação do nome e possíveis penalizações profissionais, a vítima pagou as parcelas.

O prejuízo só subiu

No dia seguinte ao quitar as três parcelas, a falsa oficial da Justiça entrou em contato com a diretora. Ela informou que, apesar do pagamento, o nome da vítima continuava negativado e, para resolver a situação, a golpista indicou o contato de uma suposta advogada da empresa.

Nesse momento, o golpe se intensificou. Argumentando que seriam necessárias taxas adicionais para o cancelamento definitivo do contrato e a retirada do protesto. Com isso, a advogada começou a exigir novos pagamentos.

A diretora, abalada e sob forte pressão psicológica, realizou 119 transações financeiras. O montante chegou a R$ 144.052,92.

Grupo que aplicou golpe era de São Paulo

Uma investigação conduzida pela 3ª Delegacia de Polícia de Canoas identificou uma associação criminosa de São Paulo especializada em diversos tipos de golpes. O grupo é articulado por uma advogada.

Na manhã desta segunda-feira (23), policiais cumprem nove mandados de busca e apreensão em cidades de São Paulo, além do bloqueio das contas bancárias dos investigados.

Jaime Zanatta
Jaime Zanatta
Jornalista formado pela Unisinos escreve sobre economia, cotidiano, polícia e o dia a dia das cidades.
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