O pagamento em dinheiro chegou ao fim. Agora, milhares de famílias precisarão se adaptar a um novo modelo que altera completamente a forma de receber o benefício do gás de cozinha.
O Gás do Povo 2026 virou lei federal após a sanção da Lei nº 15.348, assinada em 13 de fevereiro. A partir dessa mudança, o governo deixa de depositar valores em conta e passa a oferecer um vale exclusivo para a retirada direta do botijão de 13kg nas revendas credenciadas.
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O que muda com o Gás do Povo 2026?
Com a nova legislação, o antigo Auxílio Gás deixa de repassar dinheiro e garante apenas o vale para recarga. Segundo o governo, a medida busca evitar desvios e assegurar que o benefício seja usado exclusivamente para a compra do botijão.
Além disso, as famílias poderão retirar o gás em estabelecimentos autorizados em todo o país. As revendas deverão exibir identificação obrigatória. A previsão oficial indica que todos os municípios estejam operando o novo formato até março.
Quem pode receber o botijão gratuito?
Para ter direito ao benefício, a família precisa atender critérios socioeconômicos já definidos pelo governo federal.
Entre as exigências estão:
- Renda familiar de até meio salário mínimo por pessoa;
- Cadastro Único atualizado nos últimos 24 meses e sem pendências;
- CPF regularizado do responsável familiar.
Grupos mais vulneráveis recebem prioridade. Entre eles estão beneficiários do Bolsa Família, mulheres sob medida protetiva por violência doméstica, vítimas de desastres naturais e integrantes de povos indígenas e quilombolas.
Quantos botijões cada família poderá retirar?
A quantidade de recargas varia conforme o tamanho da família. Núcleos com dois ou três integrantes podem receber até quatro botijões por ano. Já famílias com quatro pessoas ou mais podem ter direito a até seis recargas anuais.
Dessa forma, o governo ajusta o benefício conforme a necessidade de consumo.
Como funcionam as revisões do benefício?
Quem já participava do programa anterior foi migrado automaticamente para o Gás do Povo 2026, sem necessidade de novo cadastro. No entanto, o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social realiza revisões periódicas para manter o controle do benefício.
Famílias com dois ou três integrantes passam por revisão a cada três meses. Já aquelas com quatro pessoas ou mais têm análise bimestral.
A consulta pode ser feita pelo site oficial, aplicativo Meu Social ou nos postos do CadÚnico e CRAS. Além disso, o governo cruza dados com bases oficiais ao longo do ano. Todos os beneficiários terão as informações revisadas pelo menos duas vezes ao ano.
Por isso, manter o Cadastro Único atualizado é fundamental para evitar bloqueios inesperados.

