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24 de fevereiro de 2026

Mulher confunde sintomas do AVC com lente de contato e descobre problema grave no coração

Jovem de 26 anos perdeu parcialmente a visão durante voo e só depois soube que havia sofrido um AVC causado por defeito cardíaco

Mulher confunde sintomas do AVC com lente de contato defeituosa ao perceber que não estava enxergando bem com o olho direito durante um voo de Boston para Atenas. O que parecia um simples problema oftalmológico era, na verdade, o primeiro sinal de um quadro grave.

Menos de 24 horas depois, o lado direito do corpo de Angeliki Asimaki ficou paralisado. No hospital, veio o diagnóstico: ela havia sofrido um Acidente Vascular Cerebral (AVC).

O que aconteceu com Angeliki?

Na época com 26 anos, Angeliki acreditava que a lente de contato estava com defeito. A perda parcial da visão, no entanto, era consequência do rompimento de um vaso sanguíneo no cérebro, impedindo a chegada adequada de oxigênio às células cerebrais.

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Ela conseguiu recuperar cerca de 75% da visão após o tratamento, mas a causa do AVC só seria descoberta anos depois.

Desde a adolescência, Angeliki já tinha diagnóstico de bloqueio cardíaco completo intermitente um problema elétrico que afeta os batimentos do coração. Ela chegou a desmaiar várias vezes ao dia e precisou implantar um marca-passo.

Durante a troca do dispositivo, médicos identificaram um defeito estrutural: um buraco entre as câmaras superiores do coração, conhecido como defeito do septo atrial (ASD). Esse tipo de alteração pode facilitar a formação ou passagem de coágulos que chegam ao cérebro, aumentando o risco de AVC.

Após a descoberta, ela passou por cirurgia cardíaca aberta para correção do problema.

Sintomas de AVC que não devem ser ignorados

O caso reforça a importância de reconhecer sinais de alerta. Entre os principais sintomas de AVC estão:

  • Fraqueza ou dormência em um lado do corpo;
  • Boca torta;
  • Fala enrolada ou dificuldade para se expressar;
  • Tontura e perda de equilíbrio;
  • Perda súbita ou parcial da visão;
  • Dor de cabeça intensa e repentina.

Ao apresentar qualquer um desses sintomas, é fundamental procurar atendimento médico imediato. O tempo é decisivo para reduzir sequelas.

De paciente a pesquisadora

Depois da recuperação, Angeliki decidiu transformar a experiência em propósito. Ela fez doutorado em medicina cardiovascular na University College London, trabalhou na Harvard Medical School e atualmente atua como pesquisadora no City St George’s, University of London.

Parte de suas pesquisas é financiada pela British Heart Foundation, onde desenvolve estudos voltados à identificação precoce de doenças cardíacas.

A história mostra que o AVC não é uma condição exclusiva de idosos. Jovens também podem ser afetados, especialmente quando há problemas cardíacos estruturais ou elétricos não diagnosticados.

O caso em que mulher confunde sintomas do AVC com lente de contato defeituosa serve de alerta: alterações repentinas na visão ou na força muscular nunca devem ser ignoradas.

Josué Garcia
Josué Garcia
Estudante de jornalismo e redator de SEO, Josué Garcia escreve sobre cotidiano.
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