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24 de fevereiro de 2026

Nubank anuncia fim de serviço no Brasil; veja o que muda no seu app

O Nubank anunciou o fim de um dos benefícios mais conhecidos do cartão Ultravioleta.

A mudança atinge diretamente o rendimento automático de 200% do CDI sobre o cashback acumulado, que deixará de existir a partir de 30 de setembro de 2025.

O benefício, lançado em 2021, permitia que o valor devolvido nas compras rendesse diariamente, com liquidez imediata. Agora, os saldos já acumulados continuarão disponíveis, mas não terão mais rendimento adicional após a data estabelecida.

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Por que o Nubank decidiu mudar?

Segundo Aly Ahearn, vice-presidente da divisão Ultravioleta, a decisão é estratégica.

De acordo com ele, muitos clientes de alta renda estavam deixando o dinheiro parado, sem utilizar o saldo para compras, viagens ou transferências.

A ideia agora é incentivar o uso ativo dos benefícios, em vez do simples acúmulo do rendimento atrelado ao CDI.

O que entra no lugar do rendimento?

Para compensar o fim do rendimento automático, o Nubank anunciou um novo pacote de vantagens:

  • 2,2 pontos por dólar gasto ou 1,25% de cashback em todas as compras
  • 9 pontos por dólar ou 5% de cashback no Nu Viagens
  • Pontos que não expiram
  • Transferência para programas como Latam Pass, Smiles e Azul
  • Quatro acessos gratuitos por ano às salas VIP do Priority Pass
  • eSIM internacional com 10GB anuais
  • IOF zero em compras internacionais
  • Conta Global com spread zero

Mensalidade mais cara

Com as mudanças, o cartão Ultravioleta também terá reajuste.

A nova mensalidade será de R$ 89, com isenção para clientes que gastarem mais de R$ 8 mil por mês ou mantiverem R$ 50 mil investidos no banco.

Os clientes atuais terão as condições antigas (R$ 49 de mensalidade e isenção a partir de R$ 5 mil em gastos) mantidas por 12 meses.

Foco na alta renda

A CEO do Nubank no Brasil, Livia Chanes, reforçou que a estratégia é fortalecer a presença no público de alta renda.

Segundo o banco, 40% desse segmento já utiliza produtos da instituição, e mais de 90% dos clientes terão vantagens maiores com o novo modelo, em comparação ao antigo rendimento do CDI.

Guilherme Galhardo
Guilherme Galhardo
Redator, apaixonado pela cultura POP, luta-livre, games, séries e filmes, escreve sobre economia, serviços e cotidiano de cidades. Entusiasta de meteorologia e punk rocker nas horas vagas.
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