A nova Carteira de Identidade Nacional começou a ganhar destaque entre brasileiros que dependem de benefícios sociais e previdenciários. A mudança no documento trouxe um novo padrão de identificação e aumentou o controle contra fraudes.
Nos últimos meses, surgiram alertas de que quem não atualizar o RG poderia perder pagamentos do INSS, do Bolsa Família ou até do BPC. A informação gerou preocupação, principalmente entre aposentados e famílias de baixa renda.
LEIA TAMBÉM:
- CNH: reprovação na prova prática do Detran cresce e governo federal apura causas
- Inscrição Minha Casa Minha Vida: Guia completo para conquistar sua casa própria
- Caixa Tem libera cartão de crédito com até R$ 800; Veja como solicitar
No entanto, é importante esclarecer: a perda do benefício não é automática. Porém, a falta de atualização pode provocar bloqueios temporários caso haja divergência de dados ou dificuldade na identificação do cidadão.
O que mudou com a Carteira de Identidade Nacional?
A nova Carteira de Identidade Nacional foi criada pelo Decreto nº 10.977/2022 e passou a usar o CPF como número único de identificação em todo o país.
Com isso:
- Dados biométricos são integrados
- O risco de duplicidade de identidade diminui
- A conta no Gov.br pode atingir nível Ouro
- O acesso a serviços federais se torna mais seguro
Atualmente, o Gov.br reúne mais de 170 milhões de usuários e disponibiliza milhares de serviços digitais, inclusive ligados ao Instituto Nacional do Seguro Social.
Quem deve atualizar com mais urgência?
Embora o RG antigo continue válido até 2032, especialistas recomendam que providenciem a nova identidade principalmente:
- Quem recebe benefício social
- Quem faz prova de vida regularmente
- Quem usa serviços digitais do Gov.br
- Quem já teve problemas de inconsistência cadastral
Isso porque qualquer divergência pode gerar bloqueio temporário de pagamentos até a regularização.
O RG antigo ainda vale?
Sim. O modelo tradicional continua válido em todo o Brasil até 2032 para:
- Viagens dentro do país
- Atos civis
- Identificação em bancos e órgãos públicos
A única exigência é que o documento esteja em bom estado e permita identificação clara.
Para viagens internacionais, porém, a nova identidade já passou a substituir o modelo antigo quando aceita como documento válido.
Quanto custa emitir a nova identidade?
A primeira via da Carteira de Identidade Nacional é gratuita.
Já a segunda via custa R$ 95,03 em caso de perda, roubo ou dano. Há isenção para:
- Pessoas com mais de 65 anos
- Vítimas de roubo (com boletim de ocorrência)
- Pessoas que declararem estado de pobreza, mediante análise
Depois da emissão física, também é possível acessar a versão digital pelo aplicativo Gov.br.
Existe risco real de perder benefício?
Não há cancelamento automático por não ter a nova identidade. No entanto, manter os dados atualizados reduz riscos de bloqueios, atrasos e dores de cabeça na hora de receber INSS, Bolsa Família ou BPC.
Por isso, mesmo com prazo até 2032, a orientação é não deixar para a última hora.

