Muita gente ainda guarda moedas antigas em potes, cofres ou gavetas esquecidas. O que poucos sabem é que uma simples moeda de 50 centavos pode valer muito mais do que indica o valor gravado nela.
O alerta envolve exemplares que apresentam erro de fabricação, detalhe que passa despercebido pela maioria das pessoas, mas que chama a atenção de colecionadores em todo o país.
E é justamente aí que mora a diferença.
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Erro quase invisível aumenta valor da moeda
O destaque vai para a moeda de 50 centavos de 2002, da segunda família do Real. Ela traz a imagem do Barão do Rio Branco em uma das faces.
O diferencial está no chamado “reverso horizontal”, um erro de cunhagem que acontece quando frente e verso ficam desalinhados.
Na prática, ao girar a moeda na vertical, um dos lados aparece inclinado em relação ao outro. Esse defeito ocorre durante o processo de prensagem do disco metálico, quando um dos moldes fica levemente fora de posição.
Embora o erro não impeça a circulação, ele transforma a peça em item raro no mercado de numismática.
Quanto pode valer a moeda de 50 centavos?
De acordo com negociações registradas em 2025, os valores variam conforme o estado de conservação:
- Moedas bem conservadas: entre R$ 80 e R$ 200
- Peças em estado excepcional: podem ultrapassar R$ 180 em grupos especializados
- Moedas comuns, sem erro: mantêm apenas o valor de face
Classificações como Flor de Cunho, Soberba e Muito Bem Conservada influenciam diretamente no preço final.
Outras moedas raras também chamam atenção
Além da moeda de 50 centavos de 2002, outras peças brasileiras se tornaram bastante valorizadas:
- Moeda de 1 real de 1999 com reverso invertido: pode valer entre R$ 2.000 e R$ 4.000
- Moeda de 50 centavos de 2012 sem o zero no valor: pode alcançar de R$ 1.500 a R$ 2.500
- Moeda de 5 centavos de 1999: teve baixa tiragem e pode chegar a R$ 1.000
Muitas dessas raridades passam despercebidas no troco do dia a dia. Como os erros não são facilmente identificados por quem não conhece numismática, há relatos de colecionadores que encontraram peças valiosas em supermercados e comércios comuns.
Por isso, antes de descartar moedas antigas ou deixá-las esquecidas em casa, vale observar detalhes como ano de emissão, alinhamento e possíveis falhas na gravação.

