O Brasil já confirmou 88 casos de mpox em 2026, segundo dados atualizados do Ministério da Saúde. Outros dois casos seguem em investigação. O número praticamente dobrou em poucos dias, em 20 de fevereiro, o país contabilizava 48 registros confirmados.
Apesar do aumento recente, o governo afirma que o cenário não é considerado alarmante. Até o momento, não há mortes registradas neste ano, e a maioria dos pacientes apresenta sintomas leves ou moderados.
Em 2025, o país confirmou 1.079 casos e duas mortes pela doença. No mesmo período do ano anterior, eram 215 registros.
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O que é mpox e quais são os sintomas?
A mpox, anteriormente conhecida como varíola dos macacos, é uma infecção viral que pode causar febre e lesões na pele. Os sintomas costumam aparecer entre 6 e 13 dias após a exposição ao vírus, podendo levar até três semanas para se manifestar.
Os principais sinais incluem:
- Febre
- Dores musculares
- Cansaço intenso
- Inchaço dos linfonodos (ínguas)
- Erupções cutâneas com bolhas ou lesões
As lesões geralmente começam no rosto e podem se espalhar para mãos, pés e outras partes do corpo. Em casos de transmissão sexual, as primeiras manifestações podem surgir na região genital.
Na maioria dos quadros leves, os sintomas desaparecem espontaneamente em duas a três semanas.
Cenário global da mpox
A atual onda internacional está ligada principalmente ao clado IIb do vírus, responsável por mais de 100 mil casos em 122 países desde 2022. Já o clado I, predominante em regiões da África Central e Oriental, possui subvariantes com diferentes níveis de letalidade.
Dados internacionais indicam que o subtipo Ia apresenta taxa de mortalidade estimada em cerca de 2,5%, enquanto o Ib tem índice inferior a 0,5%.
Como ocorre a transmissão?
A transmissão da mpox acontece principalmente por:
- Contato direto com lesões de pele;
- Secreções corporais;
- Gotículas respiratórias;
- Contato íntimo ou sexual;
- Convívio próximo em residências ou ambientes de saúde sem proteção adequada.
Como se prevenir?
As principais medidas de prevenção contra a mpox incluem:
- Higienizar as mãos com frequência;
- Evitar contato próximo com pessoas infectadas;
- Procurar atendimento médico ao identificar sintomas suspeitos.
No Brasil, a vacinação está disponível para pessoas com mais de 18 anos que vivem com HIV e tenham contagem de células T CD4 inferior a 200 nos últimos seis meses.
O aumento recente de casos de mpox reforça a importância da vigilância, do diagnóstico precoce e da adoção de medidas preventivas para evitar a disseminação do vírus.

