O preço do celular pode subir nos próximos meses. O governo federal elevou o imposto de importação sobre mais de mil produtos, incluindo smartphones, e o aumento pode chegar a 7,2 pontos percentuais.
Segundo o Ministério da Fazenda, a medida busca fortalecer a indústria nacional e reequilibrar preços entre itens fabricados no Brasil e produtos importados. A estimativa oficial é de arrecadar R$ 14 bilhões a mais neste ano.
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Mas a pergunta que preocupa o consumidor é direta: quais marcas e produtos podem ficar mais caros?
Quais marcas de celular podem sofrer impacto
De acordo com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), 95% dos celulares vendidos no país são produzidos ou montados no Brasil. Esses não devem ser afetados diretamente.
Veja como fica para as principais marcas:
- Apple → Não
- Samsung → Não
- Motorola → Não
- Xiaomi → Sim (não monta no Brasil)
- Jovi (Vivo Mobile) → Não
- Realme → Não
- Oppo → Não
Marcas como Samsung, Motorola e Apple montam aparelhos em território nacional (a Apple utiliza a Foxconn em São Paulo). Já a Xiaomi não possui produção local, o que pode refletir em aumento no preço final.
Quanto pode subir um celular importado?
Em um exemplo de aparelho de US$ 600 (cerca de R$ 3 mil com dólar a R$ 5), o imposto poderia saltar de 16% para 23,2%.
Isso elevaria o custo inicial de R$ 3.480 para R$ 3.696 apenas na fase de importação, antes de incluir margem do importador, impostos internos, logística e lucro do varejo.
Lista completa de produtos que podem ficar mais caros
Além dos celulares, a medida atinge diversos setores. Veja os principais itens citados:
- Telefones inteligentes (smartphones)
- Torres e pórticos
- Reatores nucleares
- Caldeiras
- Geradores de gás de ar
- Turbinas para embarcações
- Motores para aviação
- Bombas para distribuição de combustíveis ou lubrificantes
- Fornos industriais
- Congeladores (freezers)
- Centrifugadores para laboratórios
- Máquinas para encher, fechar ou rotular garrafas
- Empilhadeiras
- Robôs industriais
- Máquinas de comprimir ou compactar
- Distribuidores de adubos (fertilizantes)
- Máquinas para panificação, açúcar e cervejaria
- Máquinas para fabricar sacos ou envelopes
- Máquinas e aparelhos de impressão
- Cartuchos de tinta
- Descaroçadeiras e deslintadeiras de algodão
- Máquinas para fiação têxtil
- Máquinas para fabricar ou consertar calçados
- Martelos
- Circuitos impressos montados
- Máquinas de cortar cabelo
- Painéis indicadores com LCD ou LED
- Controladores de edição
- Tratores
- Transatlânticos e embarcações de excursão
- Plataformas de perfuração ou exploração
- Navios de guerra
- Câmeras especiais para uso médico, submarino ou investigação
- Aparelhos de ressonância magnética
- Aparelhos dentários
- Aparelhos de tomografia computadorizada
Crise global pode agravar a alta
O cenário internacional também pressiona os preços. A escassez de memória RAM, impulsionada pelo avanço da inteligência artificial e pela priorização de chips para data centers, pode encarecer ainda mais os dispositivos eletrônicos.
Com isso, o consumidor pode enfrentar uma combinação de imposto maior e custos globais elevados.

