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27 de fevereiro de 2026

Celulares vão ficar mais caros? Novo imposto atinge smartphones e dezenas de produtos; veja lista

Imposto sobre celulares sobe até 7,2 pontos e pode encarecer smartphones importados. Veja lista completa de produtos afetados pela medida.

O preço do celular pode subir nos próximos meses. O governo federal elevou o imposto de importação sobre mais de mil produtos, incluindo smartphones, e o aumento pode chegar a 7,2 pontos percentuais.

Segundo o Ministério da Fazenda, a medida busca fortalecer a indústria nacional e reequilibrar preços entre itens fabricados no Brasil e produtos importados. A estimativa oficial é de arrecadar R$ 14 bilhões a mais neste ano.

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Mas a pergunta que preocupa o consumidor é direta: quais marcas e produtos podem ficar mais caros?

Quais marcas de celular podem sofrer impacto

De acordo com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), 95% dos celulares vendidos no país são produzidos ou montados no Brasil. Esses não devem ser afetados diretamente.

Veja como fica para as principais marcas:

  • Apple → Não
  • Samsung → Não
  • Motorola → Não
  • XiaomiSim (não monta no Brasil)
  • Jovi (Vivo Mobile) → Não
  • Realme → Não
  • Oppo → Não

Marcas como Samsung, Motorola e Apple montam aparelhos em território nacional (a Apple utiliza a Foxconn em São Paulo). Já a Xiaomi não possui produção local, o que pode refletir em aumento no preço final.

Quanto pode subir um celular importado?

Em um exemplo de aparelho de US$ 600 (cerca de R$ 3 mil com dólar a R$ 5), o imposto poderia saltar de 16% para 23,2%.

Isso elevaria o custo inicial de R$ 3.480 para R$ 3.696 apenas na fase de importação, antes de incluir margem do importador, impostos internos, logística e lucro do varejo.

Lista completa de produtos que podem ficar mais caros

Além dos celulares, a medida atinge diversos setores. Veja os principais itens citados:

  • Telefones inteligentes (smartphones)
  • Torres e pórticos
  • Reatores nucleares
  • Caldeiras
  • Geradores de gás de ar
  • Turbinas para embarcações
  • Motores para aviação
  • Bombas para distribuição de combustíveis ou lubrificantes
  • Fornos industriais
  • Congeladores (freezers)
  • Centrifugadores para laboratórios
  • Máquinas para encher, fechar ou rotular garrafas
  • Empilhadeiras
  • Robôs industriais
  • Máquinas de comprimir ou compactar
  • Distribuidores de adubos (fertilizantes)
  • Máquinas para panificação, açúcar e cervejaria
  • Máquinas para fabricar sacos ou envelopes
  • Máquinas e aparelhos de impressão
  • Cartuchos de tinta
  • Descaroçadeiras e deslintadeiras de algodão
  • Máquinas para fiação têxtil
  • Máquinas para fabricar ou consertar calçados
  • Martelos
  • Circuitos impressos montados
  • Máquinas de cortar cabelo
  • Painéis indicadores com LCD ou LED
  • Controladores de edição
  • Tratores
  • Transatlânticos e embarcações de excursão
  • Plataformas de perfuração ou exploração
  • Navios de guerra
  • Câmeras especiais para uso médico, submarino ou investigação
  • Aparelhos de ressonância magnética
  • Aparelhos dentários
  • Aparelhos de tomografia computadorizada

Crise global pode agravar a alta

O cenário internacional também pressiona os preços. A escassez de memória RAM, impulsionada pelo avanço da inteligência artificial e pela priorização de chips para data centers, pode encarecer ainda mais os dispositivos eletrônicos.

Com isso, o consumidor pode enfrentar uma combinação de imposto maior e custos globais elevados.

Guilherme Galhardo
Guilherme Galhardo
Redator, apaixonado pela cultura POP, luta-livre, games, séries e filmes, escreve sobre economia, serviços e cotidiano de cidades. Entusiasta de meteorologia e punk rocker nas horas vagas.
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