O que antes era visto como um problema silencioso, tratado apenas dentro de consultórios, agora aparece com força nos números oficiais e mexe com o bolso do país. A ansiedade e a depressão deixaram de ser apenas questões individuais e passaram a impactar diretamente decisões econômicas, políticas públicas e até o mercado de trabalho.
Nos últimos anos, o aumento de afastamentos por transtornos mentais chamou a atenção das autoridades. Em meio a esse cenário, muita gente começou a buscar informações sobre o chamado auxílio ansiedade e depressão, um benefício que garante renda temporária para quem não consegue trabalhar durante o tratamento.
LEIA TAMBÉM:
- Prova da CNH online: nova aprovação permite fazer exame até de casa
- “Reconstruindo um Lar” programa vai pagar benefício a famílias atingidas por desastres naturais por 5 anos
- Pé-de-Meia: estudantes precisam atualizar cadastro para receber o benefício
Nos bastidores da Previdência Social, o crescimento nos pedidos de licença médica ampliou o alcance do benefício. O auxílio é concedido pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) a trabalhadores que comprovem, por meio de laudo médico, que estão temporariamente incapazes de exercer suas atividades profissionais.
Auxílio para quem tem ansiedade ou depressão: como solicitar no INSS
Para ter direito ao auxílio ansiedade e depressão, é preciso cumprir alguns requisitos. Entre eles, ter contribuído para a Previdência por pelo menos 12 meses antes do afastamento — salvo exceções previstas em lei. Além disso, o segurado deve apresentar documentação médica que comprove o diagnóstico e a incapacidade para o trabalho.
Atualmente, o pedido pode ser feito de forma totalmente digital pela plataforma Meu INSS. Em muitos casos, a análise ocorre sem perícia presencial, por meio da modalidade conhecida como Atestmed, que utiliza apenas avaliação documental. Esse formato ajudou a acelerar concessões e reduzir filas no sistema.
Especialistas alertam que o aumento desses afastamentos está ligado a jornadas extensas, pressão constante, instabilidade profissional e mudanças no ambiente de trabalho após a pandemia. O impacto financeiro é significativo: somente em 2025, os gastos com licenças por transtornos mentais ultrapassaram bilhões de reais, segundo levantamento divulgado pela imprensa.
Apesar dos custos, o benefício é considerado fundamental para garantir tratamento adequado e evitar o agravamento dos quadros clínicos. A duração do auxílio ansiedade e depressão varia conforme avaliação médica e pode ser prorrogada caso a incapacidade persista.

