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02 de março de 2026

Lipedema ou linfedema? Saiba como diferenciar mesmo em pessoas magras

Especialistas explicam como diferenciar lipedema e linfedema em pessoas magras ou obesas

Lipedema e linfedema são condições crônicas que provocam aumento de volume nos membros e frequentemente geram confusão. Apesar dos nomes parecidos e de sintomas visíveis semelhantes, tratam-se de doenças diferentes, com causas, evolução e tratamentos distintos e que podem afetar tanto pessoas magras quanto obesas.

O que é lipedema?

O lipedema é uma síndrome inflamatória gordurosa caracterizada pelo acúmulo anormal de gordura, principalmente em quadris, coxas e pernas, podendo também atingir braços e abdômen.

Segundo a cirurgiã vascular Anna Paula Weinhardt, que atua em São Paulo, a principal diferença em relação à obesidade está na forma como a gordura se distribui. “Na obesidade, a gordura tende a ser mais uniforme. No lipedema, a distribuição é segmentada, geralmente da cintura para baixo”, explica.

A condição costuma estar associada a dor, sensibilidade aumentada ao toque e surgimento frequente de hematomas. Alterações hormonais, como puberdade, gestação ou uso de anticoncepcional, frequentemente marcam o início dos sintomas.

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E o que é linfedema?

Já o linfedema é uma alteração do sistema linfático. Nesse caso, o aumento de volume ocorre por acúmulo de líquido nos tecidos, e não de gordura.

A condição pode ser congênita ou adquirida e, em estágios mais avançados, pode causar deformidades e alterações na pele. O tratamento costuma focar no controle do inchaço e na melhora da circulação linfática.

Pode acontecer em pessoas magras?

Sim. O lipedema não está necessariamente ligado ao excesso de peso. Ele pode ocorrer em pessoas com índice de massa corporal (IMC) normal, especialmente nos estágios iniciais.

O cirurgião plástico Fernando Amato, membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, destaca que a desproporção corporal é um dos principais sinais de alerta.“Às vezes há gordura concentrada na perna, mas o pé não tem acúmulo. Essa diferença ajuda a identificar o lipedema”, afirma.

Em pessoas obesas, o desafio é diferenciar quando há apenas obesidade ou quando as duas condições coexistem. Por isso, a avaliação clínica detalhada é fundamental.

Sinais que ajudam a suspeitar de lipedema

  • Dor e sensibilidade nas áreas afetadas
  • Surgimento frequente de manchas roxas
  • Gordura concentrada principalmente nas pernas, poupando os pés
  • Pele com ondulações e aspecto irregular
  • Dificuldade para definição muscular nos membros inferiores

Como é feito o diagnóstico?

O diagnóstico do lipedema é essencialmente clínico. Não existe um exame isolado que confirme a condição.

Exames como ultrassonografia, ressonância magnética e bioimpedância podem auxiliar na avaliação da distribuição da gordura e descartar outras doenças.

Quando há suspeita de linfedema, exames como linfocintilografia e Doppler vascular podem ser solicitados para avaliar o funcionamento do sistema linfático e da circulação venosa.

Tratamentos variam conforme o caso

No lipedema, o tratamento depende do estágio da doença. Em fases iniciais, recomenda-se:

  • Atividade física regular
  • Fortalecimento muscular
  • Alimentação equilibrada
  • Controle de fatores inflamatórios
  • Drenagem linfática
  • Uso de compressão elástica

Em casos mais avançados, quando há dor intensa e impacto significativo na qualidade de vida, a cirurgia pode ser indicada.

Já o linfedema costuma exigir controle contínuo do inchaço com fisioterapia especializada, compressão e cuidados com a pele.

Embora possam parecer semelhantes à primeira vista, lipedema e linfedema têm origens diferentes e exigem abordagens específicas. O reconhecimento precoce e o diagnóstico correto são essenciais para evitar tratamentos inadequados e melhorar a qualidade de vida do paciente.

Josué Garcia
Josué Garcia
Estudante de jornalismo e redator de SEO, Josué Garcia escreve sobre cotidiano.
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