A Polícia Civil e o Ministério Público do Rio Grande do Sul cumpriram mandados de busca e apreensão e prenderam gestores da Casa Lar de Canela sob suspeita de desvio de dinheiro de adolescente acolhida institucionalmente. A operação, ordenada pela Justiça, investiga o possível uso indevido de recursos que pertenciam a uma jovem assistida pela instituição.
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Conforme a decisão judicial, os valores desviados seriam recursos vinculados ao Benefício de Prestação Continuada (BPC), destinados à subsistência de pessoas em vulnerabilidade social. Os acusados — incluindo o pastor e sua esposa — foram afastados cautelarmente das funções de gestão enquanto as investigações continuam.
Investigação aponta indícios de apropriação de benefício assistencial
A Justiça determinou a busca em diversos endereços ligados à Casa Lar, à igreja vinculada à entidade e às residências dos suspeitos. Também foram apreendidos documentos, registros bancários e dispositivos eletrônicos que serão analisados pela perícia.
Segundo a decisão, há documentos que sugerem uma dívida de aproximadamente R$ 150 mil e comprovantes de transferência relacionados ao caso. Esses indícios embasam as medidas cautelares, que incluem o afastamento dos gestores por 180 dias para evitar interferência no andamento das apurações.
Justiça atua para proteger vulneráveis e reunir provas
O juiz responsável pelo caso justificou a adoção das medidas pela gravidade dos fatos e pela condição de vulnerabilidade da vítima, que era acolhida pelo abrigo sob os cuidados dos investigados. A decisão enfatiza que o afastamento cautelar não é punitivo, mas visa garantir a integridade da investigação.
Enquanto isso, a Polícia Civil segue com a coleta de provas e depoimentos, e o Ministério Público acompanha o caso para possíveis indiciamentos futuros. Os acusados ainda terão oportunidade de se manifestar formalmente nos autos do processo.

