Um asilo foi interditado na tarde da última terça-feira (3) em Canoas após fiscalização apontar que o local funcionava sem licença e sem alvará sanitário. A ação foi realizada de forma conjunta pela Secretaria Municipal de Saúde, Secretaria Municipal de Assistência Social e Conselho Municipal dos Direitos da Pessoa Idosa.
A interdição ocorreu após a constatação de irregularidades estruturais e sanitárias no espaço, que abrigava cerca de oito idosos.
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Segundo a diretora da Vigilância em Saúde, Iara Fontana, a situação encontrada exigiu medida imediata. “A instituição estava funcionando sem licenciamento e sem alvará sanitário, colocando em risco cerca de oito moradores. Encontramos cozinha inadequada, falta de acessibilidade e presença de animais soltos pelo pátio. Diante dessas situações, o local foi interditado até que se adeque às exigências necessárias para reabrir”, afirmou.
Asilo que operava sem licença e sem alvará em Canoas é interditado pela vigilância em saúde: Assistência Social acompanha situação dos moradores
Após a interdição, a Secretaria Municipal de Assistência Social iniciou o acompanhamento dos idosos para garantir proteção e encaminhamento adequado.
A assessora Patrícia Lisboa explicou como será conduzido o processo. “A função da Assistência Social é a ação protetiva. Vamos entrar em contato com as famílias para definir os encaminhamentos necessários e, nos casos em que não houver referência familiar, faremos o encaminhamento para outra instituição regulamentada e de acordo com as normas de funcionamento”, explicou.
Conselho reforça atuação preventiva
O Conselho Municipal dos Direitos da Pessoa Idosa também participou da fiscalização e destacou a importância da atuação integrada entre os órgãos públicos.
A secretária do Conselho Municipal dos Direitos da Pessoa Idosa, Camila Ferreira, ressaltou o caráter preventivo da ação. “Atuamos de forma articulada com a Vigilância em Saúde e a Assistência Social para prevenir a violação dos direitos das pessoas idosas. Estar presente, verificar as condições de acolhimento e agir quando necessário é fundamental para garantir um atendimento digno e seguro”, disse.

