O governo federal deu início a uma nova estratégia para enfrentar o avanço das apostas online no país. A medida mira diretamente pessoas que perderam o controle sobre os jogos e acumulam prejuízos financeiros.
Nos últimos anos, milhões de brasileiros passaram a comprometer parte da renda com plataformas digitais de apostas. O problema já é tratado por autoridades como uma crise de saúde pública.
LEIA TAMBÉM:
- Famoso ator da Globo é preso após ser condenado por estuprar criança de 11 anos
- Elevação da Trensurb: entenda o que é e como projeto pode mudar a rotina dos canoenses
- Calor no RS vai ganhar força e máximas podem chegar perto dos 40 °C neste início de março
O novo auxílio para viciados em apostas começou a funcionar na última terça-feira (3), por meio de um serviço de teleatendimento do Ministério da Saúde, em parceria com o Hospital Sírio-Libanês.
Auxílio para viciados em apostas começa a funcionar; veja como pedir ajuda gratuita: como funciona o atendimento
As consultas são feitas por vídeo, com duração média de 45 minutos. O atendimento é gratuito e confidencial no aplicativo Meu SUS Digital.
A equipe conta com psicólogos e terapeutas ocupacionais, além de médico psiquiatra quando necessário. Cada paciente pode realizar até 13 sessões e, caso precise, pode ser encaminhado para atendimento presencial.
Segundo informações publicadas pelo O Globo, o serviço deve oferecer inicialmente 600 atendimentos por mês. No entanto, a meta é ampliar gradualmente esse número, podendo chegar a 100 mil atendimentos mensais, dependendo da demanda.
Problema já atinge milhões
De acordo com dados apresentados pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, cerca de 7,5 milhões de brasileiros comprometeram renda com plataformas de apostas online no último ano.
“Quando olhamos os dados dos CAPs, vemos, nos últimos anos, de 2 mil a 3 mil atendimentos apenas de pessoas que vão presencialmente falar que têm um problema com compulsão de jogos”, afirmou o ministro.
Conexão com a rede pública
O novo canal será integrado à Rede de Atenção Psicossocial (RAPS), permitindo acompanhamento por unidades como CAPS e equipes de saúde mental.
Além disso, a iniciativa se soma a outra medida anunciada pelo Ministério da Fazenda: uma ferramenta de autoexclusão que permite ao próprio usuário bloquear o acesso a sites de apostas.
Com o auxílio para viciados em apostas, o governo tenta frear o crescimento da chamada “epidemia das bets” e oferecer suporte a quem já enfrenta dificuldades financeiras e emocionais.

