Um crime violento registrado no Litoral Norte do Rio Grande do Sul gerou forte repercussão nesta semana. O caso envolve uma adolescente e uma vítima idosa em um dos principais balneários da região.
O episódio ocorreu na tarde da última terça-feira (3), no centro do distrito, e mobilizou equipes policiais e de saúde.
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Uma adolescente mata idosa em Atlântida Sul, distrito de Osório, na terça-feira. A vítima foi identificada como Elzira Cabral, de 81 anos.
Adolescente mata idosa a facadas em Atlântida Sul; jovem havia feito alerta em escola antes do ataque: dinâmica do crime
Segundo informações da Brigada Militar, o crime aconteceu por volta das 15h40min, na Avenida Paraguassú. A adolescente de 14 anos utilizou uma faca e atingiu também um homem de 48 anos, que foi socorrido em estado grave, porém estável.
Após o ataque, a adolescente ainda publicou um vídeo em uma rede social, que posteriormente foi removido.
Uma guarnição do 8º BPM realizou a apreensão da menor. O caso foi registrado na Delegacia de Polícia de Osório como atos infracionais análogos a homicídio e tentativa de homicídio.
Alerta havia sido feito um dia antes
O que mais chama atenção é que, no dia anterior, a adolescente havia sido suspensa da escola após um episódio envolvendo outro aluno.
De acordo com registros da instituição, ela teria expressado desejo de “fazer massacre na escola” para “aparecer na televisão”. O caso não foi comunicado às forças de segurança naquele momento.
Situação médica
Segundo o delegado responsável pelo caso, a jovem possui diagnóstico de Transtorno do Espectro Autista (TEA). No entanto, conforme informado pelas autoridades, ela não é considerada inimputável.
Relatos também apontam que havia histórico de comportamento agressivo e recomendação médica para reavaliação psiquiátrica.
Investigação segue em andamento
A Polícia Civil investiga as circunstâncias do crime e apura todos os detalhes envolvendo o histórico recente da adolescente.
O caso em que adolescente mata idosa em Atlântida Sul causou forte comoção na comunidade local e reacendeu debates sobre segurança, saúde mental e protocolos escolares diante de ameaças.

