Muitos brasileiros ainda utilizam o RG emitido há mais de dez anos e acreditam que o documento não tem validade. No entanto, com a aproximação de 2026, surgem dúvidas sobre possíveis impedimentos para viajar.
Afinal, quem está com o RG antigo corre risco de não embarcar?
No caso de viagens dentro do Brasil, a legislação não estabelece um prazo formal de validade para o Registro Geral. Ou seja, em voos nacionais, o passageiro pode embarcar mesmo com documento antigo, desde que esteja em bom estado de conservação e permita identificação clara pela foto.
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Porém, a situação muda quando o destino é internacional.
Quem está com o RG antigo não poderá mais viajar; entenda as regras: documento ultrapassado pode impedir viagem internacional
Em viagens para fora do país, as regras variam conforme o destino. A maioria dos países exige passaporte válido para entrada.
Já nos países do Mercosul, é possível viajar apenas com RG. No entanto, há uma exigência importante: o documento deve ter sido emitido nos últimos dez anos. Caso contrário, o viajante pode ser impedido de entrar no país.
Essa regra existe para garantir que a fotografia esteja atualizada e corresponda à aparência atual do titular.
Nova identidade substituirá o RG
Outro ponto que gera atenção é a substituição do RG tradicional pela Carteira de Identidade Nacional (CIN).
O novo documento utiliza o CPF como número único de identificação e será obrigatório em todo o país até 28 de fevereiro de 2032. A primeira via é gratuita, mas exige agendamento nos órgãos estaduais.
Então, o RG antigo impede viajar?
Para viagens nacionais, não há proibição automática.
Para viagens internacionais dentro do Mercosul, sim — se o RG tiver mais de dez anos de emissão, pode haver impedimento.
Por isso, a recomendação é renovar o documento com antecedência, especialmente se houver planos de viajar para fora do Brasil em 2026.

