Uma tradicional marca de automóveis encerrou oficialmente a venda de carros novos no Brasil após mais de três décadas de atuação. A fabricante, que chegou ao país no início dos anos 1990, fechou a última concessionária em funcionamento no final de 2025 e, em 2026, já não possui modelos zero-quilômetro disponíveis no mercado brasileiro.
O movimento marca o fim de um ciclo para uma empresa que construiu ao longo dos anos um público fiel, especialmente entre admiradores de sedãs esportivos e SUVs com tração integral, características que se tornaram sua assinatura no país.
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A última loja ainda ativa, localizada na capital paulista, está atualmente vazia, sem veículos em exposição. No site oficial da montadora no Brasil, o único endereço de revenda listado direciona para uma concessionária em Brasília que também encerrou as atividades no segundo semestre de 2025.
Tradicional marca de carros diz “tchau” ao Brasil após mais de 30 anos: sobre a empresa
A tradicional marca que deixa o Brasil é a japonesa Subaru.
Presente no país desde 1992, a fabricante ficou conhecida por modelos como o WRX e o Forester, que conquistaram admiradores pela proposta diferenciada e desempenho.
Representante diz que marca não foi abandonada
Apesar do fechamento das lojas físicas, o Grupo Caoa, responsável pela representação da Subaru no Brasil, afirma que a operação não foi encerrada definitivamente.
“As presidências da Caoa e da Subaru estão conversando para entender quais projetos podem ser trazidos ao Brasil”, afirmou o diretor de marketing da empresa, Jan Telecki, em entrevista ao portal Mobiauto. “Não abandonamos a marca, é só uma questão de mercado.”
Por enquanto, a atuação permanece apenas no pós-venda, com assistência técnica feita por unidades do grupo e oficinas credenciadas.
Último modelo não atendeu novas exigências

Antes mesmo do encerramento das concessionárias, a marca já enfrentava dificuldades para manter seu portfólio atualizado no Brasil.
O último modelo vendido foi o Forester, que passou por atualização eletrificada em 2022. No entanto, o SUV não foi homologado para atender às exigências do Proconve L8, fase mais recente do programa brasileiro de controle de emissões.
Sem adequação às novas regras ambientais e diante da crescente concorrência de SUVs mais modernos e competitivos, a importação de novos lotes tornou-se inviável.
Futuro ainda indefinido
O futuro da tradicional marca no Brasil permanece incerto. O Grupo Caoa ampliou parcerias nos últimos anos, incluindo acordos com montadoras asiáticas e investimentos em modelos eletrificados.
Em um mercado que vive transição acelerada para eletrificação e maior rigor ambiental, uma eventual volta da Subaru dependerá de novos projetos alinhados às exigências regulatórias e ao perfil atual do consumidor brasileiro.

