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09 de março de 2026

SUS passa a oferecer tratamento odontológico gratuito com implantes e próteses; veja quem pode acessar

O tratamento odontológico no SUS acaba de ganhar novos procedimentos gratuitos, incluindo implantes e próteses. Veja quem poderá acessar.

O tratamento odontológico pelo SUS pode passar por uma mudança importante no Brasil. Novas medidas anunciadas pelo governo federal prometem ampliar o atendimento e incluir procedimentos mais avançados, algo que até pouco tempo era acessível principalmente na rede privada.

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A novidade faz parte de um conjunto de ações voltadas ao enfrentamento da violência contra a mulher. A proposta busca garantir atendimento completo para vítimas que sofreram agressões e precisam reconstruir a saúde bucal.

SUS passa a oferecer tratamento odontológico gratuito: público alvo

De acordo com o Ministério da Saúde, o SUS vai oferecer tratamento odontológico integral e gratuito para mulheres vítimas de violência. Entre os procedimentos que poderão ser realizados estão próteses dentárias, implantes, restaurações e outras intervenções especializadas, tudo dentro da rede pública.

Para ampliar o acesso, o programa contará com tecnologia e atendimento móvel. Segundo o governo, cerca de 500 impressoras 3D e scanners odontológicos serão utilizados em unidades móveis que circularão pelo país. Em 2025, já foram entregues 400 veículos, e outros 800 devem entrar em operação até o fim do ano.

Além dos atendimentos presenciais, o sistema público também vai disponibilizar teleatendimento odontológico para mulheres em situação de violência. O serviço começará em março nas cidades de Recife e Rio de Janeiro. A expectativa é que, em maio, a iniciativa chegue aos municípios com mais de 150 mil habitantes e, em junho, esteja disponível em todo o país.

Durante o anúncio, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, destacou a importância da participação de toda a sociedade no combate à violência. Segundo ele, o objetivo é tornar o SUS um ambiente de acolhimento e garantir assistência completa às vítimas.

“Se os homens não se engajarem no enfrentamento à violência contra as mulheres, a gente não vai ganhar essa batalha”, declarou o ministro. “Nós queremos que o SUS seja um dos lugares mais acolhedores para uma mulher em situação de qualquer tipo de violência. A saúde integral das mulheres é a nossa prioridade.”

Governo pede nova classificação de feminicídio na OMS

Além das novas medidas de saúde, o Ministério da Saúde também solicitou à Organização Mundial da Saúde a criação da categoria feminicídio no sistema internacional de classificação de doenças, o CID-11.

A proposta busca melhorar o registro e a análise de dados sobre mortes de mulheres motivadas por desigualdade de gênero. Atualmente, muitos desses casos ainda aparecem em estatísticas globais apenas como agressão, sem distinção específica.

Guilherme Galhardo
Guilherme Galhardo
Redator, apaixonado pela cultura POP, luta-livre, games, séries e filmes, escreve sobre economia, serviços e cotidiano de cidades. Entusiasta de meteorologia e punk rocker nas horas vagas.
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