Um julgamento que envolve um caso de homicídio ocorrido há quase uma década volta a mobilizar a Justiça no Rio Grande do Sul. O processo trata da morte de um jovem fotógrafo e teve novos desdobramentos após a anulação de uma decisão anterior.
O novo julgamento acontece nesta terça-feira (10) no fórum da cidade e deve ouvir testemunhas e a própria acusada ao longo da sessão. O caso chama atenção por ter passado por diferentes etapas judiciais nos últimos anos.
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O processo investiga a morte do fotógrafo José Gustavo Bertuol Gargioni, de 22 anos, encontrado sem vida em julho de 2015 na Praia de Paquetá. Ele foi morto a tiros, segundo as investigações.
A ré no processo é Paula Caroline Ferreira Rodrigues, acusada de participação no crime. O julgamento ocorre no Foro de Canoas e será conduzido pelo juiz Bruno Barcellos de Almeida, titular da 1ª Vara Criminal.
Caso do fotógrafo morto em Canoas: Por que o caso terá um novo júri?

O novo julgamento foi marcado após a anulação do júri realizado em dezembro de 2023, quando a acusada foi absolvida da imputação de homicídio.
A decisão foi revertida em abril de 2024 depois que o recurso apresentado pelo Ministério Público do Rio Grande do Sul foi aceito pela Justiça, determinando a realização de um novo júri popular.
Acusação envolve homicídio triplamente qualificado
No processo, Paula responde por homicídio triplamente qualificado, com agravantes apontados pela acusação:
- motivo torpe;
- emprego de meio cruel;
- recurso que dificultou a defesa da vítima.
Durante a sessão desta terça-feira, ao menos uma testemunha deve ser ouvida, além do depoimento da própria acusada.
O julgamento estava inicialmente previsto para ocorrer na semana passada, mas precisou ser adiado por questões de saúde do juiz responsável pelo caso.

