O uso recreativo da Tadalafila tem se tornado cada vez mais comum entre jovens brasileiros, especialmente nas redes sociais, onde o medicamento ganhou o apelido de “tadala”. Vídeos e publicações apresentam o fármaco como uma “solução milagrosa” capaz de melhorar desempenho sexual e até potencializar ganhos musculares, mas essas alegações não têm comprovação científica.
O medicamento é indicado apenas para homens com disfunção erétil orgânica, geralmente acima de 40 anos, e atua relaxando os tecidos penianos e aumentando o fluxo sanguíneo, facilitando a ereção. Para quem não apresenta problemas fisiológicos, não há benefício real, e os efeitos percebidos são geralmente psicológicos.
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Por que os jovens usam a tadalafila
Pesquisas mostram que a maior parte dos usuários jovens adquire a medicação sem prescrição médica. Motivações comuns incluem:
- Curiosidade sobre os efeitos
- Desejo de aumentar autoconfiança
- Pressão para ter desempenho sexual
- Tentativa de reduzir ansiedade ou estresse
Segundo o urologista Daniel Suslik Zylbersztejn, a medicação funciona como uma “bengala psicológica”, mas não resolve questões de desempenho real ou ansiedade sexual.
Riscos à saúde física
O uso recreativo da tadalafila pode gerar efeitos adversos graves:
- Rubor facial e congestão nasal (vasodilatação)
- Taquicardia e alterações de pressão arterial
- Desmaio, perda temporária de visão ou audição
- Priapismo (ereção prolongada e dolorosa)
- Infarto ou AVC
- Em casos extremos, morte súbita
O consumo junto a álcool aumenta o risco, pois o efeito vasodilatador do fármaco pode ser prejudicado pelo efeito depressor do sistema nervoso central do álcool.
Riscos à saúde mental
Apesar de não causar dependência fisiológica, o uso recreativo pode gerar dependência psicológica, levando jovens a acreditar que precisam do medicamento para interações sociais e desempenho sexual. A pressão causada por redes sociais e pornografia amplifica a sensação de insegurança e frustração.
Uso sem prescrição é perigoso
Estudos indicam que mais de 50% dos jovens que usam tadalafila ou similares o fazem sem orientação médica. Isso aumenta o risco de consumo de produtos irregulares, inclusive gomas ou suplementos sem autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária, que podem estar contaminados.
Profissionais de saúde reforçam que medicamentos como a tadalafila só devem ser usados mediante prescrição, após avaliação clínica, assim como antibióticos ou medicamentos para diabetes.

