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10 de março de 2026

Tadalafila: remédio não melhora ereção em homens sem disfunção erétil

O uso recreativo da Tadalafila tem se tornado cada vez mais comum entre jovens brasileiros, especialmente nas redes sociais, onde o medicamento ganhou o apelido de “tadala”. Vídeos e publicações apresentam o fármaco como uma “solução milagrosa” capaz de melhorar desempenho sexual e até potencializar ganhos musculares, mas essas alegações não têm comprovação científica.

O medicamento é indicado apenas para homens com disfunção erétil orgânica, geralmente acima de 40 anos, e atua relaxando os tecidos penianos e aumentando o fluxo sanguíneo, facilitando a ereção. Para quem não apresenta problemas fisiológicos, não há benefício real, e os efeitos percebidos são geralmente psicológicos.

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Por que os jovens usam a tadalafila

Pesquisas mostram que a maior parte dos usuários jovens adquire a medicação sem prescrição médica. Motivações comuns incluem:

  • Curiosidade sobre os efeitos
  • Desejo de aumentar autoconfiança
  • Pressão para ter desempenho sexual
  • Tentativa de reduzir ansiedade ou estresse

Segundo o urologista Daniel Suslik Zylbersztejn, a medicação funciona como uma “bengala psicológica”, mas não resolve questões de desempenho real ou ansiedade sexual.

Riscos à saúde física

O uso recreativo da tadalafila pode gerar efeitos adversos graves:

  • Rubor facial e congestão nasal (vasodilatação)
  • Taquicardia e alterações de pressão arterial
  • Desmaio, perda temporária de visão ou audição
  • Priapismo (ereção prolongada e dolorosa)
  • Infarto ou AVC
  • Em casos extremos, morte súbita

O consumo junto a álcool aumenta o risco, pois o efeito vasodilatador do fármaco pode ser prejudicado pelo efeito depressor do sistema nervoso central do álcool.

Riscos à saúde mental

Apesar de não causar dependência fisiológica, o uso recreativo pode gerar dependência psicológica, levando jovens a acreditar que precisam do medicamento para interações sociais e desempenho sexual. A pressão causada por redes sociais e pornografia amplifica a sensação de insegurança e frustração.

Uso sem prescrição é perigoso

Estudos indicam que mais de 50% dos jovens que usam tadalafila ou similares o fazem sem orientação médica. Isso aumenta o risco de consumo de produtos irregulares, inclusive gomas ou suplementos sem autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária, que podem estar contaminados.

Profissionais de saúde reforçam que medicamentos como a tadalafila só devem ser usados mediante prescrição, após avaliação clínica, assim como antibióticos ou medicamentos para diabetes.

Josué Garcia
Josué Garcia
Estudante de jornalismo e redator de SEO, Josué Garcia escreve sobre cotidiano.
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