O desaparecimento de uma mulher acabou mobilizando familiares e a polícia nos últimos dias e trouxe à tona um caso que chocou moradores do Sul do país. A vítima morava em Canoas, Rio Grande do Sul e havia se mudado para Santa Catarina há cerca de dois anos.
Nos primeiros dias após o sumiço, parentes chegaram a receber mensagens enviadas do celular da mulher. No entanto, o conteúdo levantou suspeitas e aumentou a preocupação da família, que decidiu procurar a polícia.
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A gaúcha Luciani Aparecida Estivalet Freitas, de 47 anos, estava desaparecida em Santa Catarina desde o dia 4 de março. O corpo dela foi encontrado nesta sexta-feira (13) na beira de um córrego em Major Gercino, no Vale do Itajaí. Após investigações, a Polícia Civil prendeu uma mulher de 46 anos, dona de uma pousada, e um homem apontado como responsável por esquartejar o corpo.
Caso de desaparecida em Santa Catarina teve prisões e investigação em andamento
De acordo com a Polícia Civil, outras três pessoas também são investigadas por possível participação no caso, entre elas um adolescente.
Durante as diligências, os agentes localizaram malas e pertences pessoais da vítima, além do carro dela e produtos comprados em seu nome. Os itens estavam em uma pousada onde os suspeitos teriam se reunido.
A proprietária do local foi detida, e um vizinho da vítima (apontado como responsável por esquartejar o corpo) também acabou preso. Ambos permanecem detidos em prisão temporária.
Irmã da vítima pede justiça após crime
Em entrevista ao jornal Correio do Povo, a irmã da vítima, Grace Estivalet, relatou o abalo da família diante do que aconteceu.
“Queremos justiça”, disse ela ao falar sobre o caso.
Segundo Grace, Luciani era natural de Alegrete, mas passou a maior parte da vida em Canoas, na Região Metropolitana de Porto Alegre, onde trabalhava como corretora de imóveis antes de se mudar para Santa Catarina.
Motivação pode ter sido financeira
De acordo com familiares, a investigação aponta que o crime pode ter sido motivado por dinheiro.
Após o desaparecimento, o CPF da vítima foi usado para realizar compras pela internet. A polícia rastreou os pedidos e chegou até um adolescente de 14 anos que retirava uma das encomendas.
O jovem teria informado que os produtos seriam entregues ao irmão mais velho, que o aguardava em uma pousada — local onde os investigadores encontraram pertences da vítima.
Mensagens suspeitas levantaram alerta da família
Antes da descoberta do crime, familiares já desconfiavam de mensagens enviadas pelo celular de Luciani.
Segundo Grace, os textos apresentavam erros de português e um estilo diferente do que a vítima costumava usar.
A irmã explicou que Luciani normalmente enviava áudios e que o comportamento estranho levantou suspeitas de que outra pessoa poderia estar usando o telefone.

