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23 de março de 2026

Cientistas criam ‘minirrobôs’ que podem dissolver pedras nos rins sem cirurgia

Tecnologia com minirrobôs usa enzima para alterar o pH da urina e dissolver cálculos renais; testes ainda são laboratoriais, mas mostram potencial

Pesquisadores desenvolveram uma tecnologia inovadora capaz de tratar pedras nos rins sem necessidade de cirurgia. Trata-se de minirrobôs que atuam diretamente no trato urinário, dissolvendo os cálculos de forma menos invasiva.

O estudo foi publicado na revista científica Advanced Healthcare Materials e apresenta resultados promissores, embora ainda em fase experimental.

Tratamento para pedras nos rins sem cirurgia: Como funcionam os minirrobôs

Os dispositivos são extremamente pequenos e podem ser guiados por campos magnéticos até o local onde está o cálculo renal. Ao chegarem ao ponto desejado, eles liberam uma enzima chamada urease.

Essa substância reage com a ureia presente na urina e provoca uma mudança no pH — tornando o ambiente menos ácido. Esse processo favorece a dissolução de pedras formadas por ácido úrico.

Nos testes realizados em laboratório, os cientistas conseguiram reduzir cerca de 30% da massa dos cálculos em apenas cinco dias.

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Atualmente, muitos casos de cálculo renal exigem procedimentos invasivos. Com os minirrobôs, a proposta é oferecer uma alternativa mais simples e confortável para o paciente.

Os dispositivos seriam inseridos no corpo por meio de um cateter e guiados externamente por ímãs. Após o tratamento, poderiam ser eliminados naturalmente ou removidos sem cirurgia.

Quando a tecnologia estará disponível

Apesar dos avanços, os testes foram feitos apenas em laboratório, utilizando modelos artificiais do trato urinário. Antes de chegar aos pacientes, a técnica ainda precisa passar por testes em humanos e aprovação regulatória.

Especialistas estimam que o uso clínico pode levar pelo menos cinco anos, caso os resultados continuem positivos.

Potencial para o futuro

Além de tratar pedras nos rins, os pesquisadores acreditam que os minirrobôs poderão ser usados para transportar medicamentos diretamente dentro do corpo, abrindo novas possibilidades na medicina.

Se confirmada sua eficácia, a tecnologia pode revolucionar o tratamento de doenças urinárias, tornando-o menos invasivo e mais acessível.

Josué Garcia
Josué Garcia
Estudante de jornalismo e redator de SEO, Josué Garcia escreve sobre cotidiano.
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