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Canoas
26 de março de 2026

Escola estadual se manifesta após caso de professor preso em Canoas e divulga nota oficial

Escola estadual divulga nota oficial se manifestando após professor ser preso acusado de assédio contra alunos; veja detalhes.

O caso envolvendo um professor preso em Canoas suspeito de assédio e importunação sexual em uma escola estadual ganhou um novo capítulo após a manifestação oficial da instituição de ensino.

A direção do Colégio Estadual Marechal Rondon divulgou uma nota após a repercussão das denúncias, da prisão do professor e do protesto realizado por alunos na manhã desta quinta-feira (26).

Escola divulga nota oficial após professor ser preso em Canoas

Confira a nota na íntegra:

Nota de esclarecimento

Informamos que tomamos ciência dos fatos ocorridos na data de hoje e já adotamos as providências cabíveis. O professor envolvido foi afastado enquanto as investigações estão em andamento, e estamos colaborando plenamente com os órgãos superiores.

Reiteramos nosso compromisso com a verdade e repudiamos qualquer forma de violência. Nossa prioridade é garantir um ambiente seguro e acolhedor para todos os nossos alunos e colaboradores.

Estamos à disposição para quaisquer esclarecimentos e agradecemos pela compreensão de todos.

Equipe Diretiva
Colégio Marechal Rondon

Protesto e cobranças de alunos

Mais cedo, estudantes realizaram um protesto em frente à escola cobrando providências e pedindo a renúncia da direção.

Durante o ato, a reportagem da Agência GBC conversou com alunos, que relataram que o número de possíveis vítimas pode passar de 20.

Uma aluna de 19 anos afirmou:

“Em cada turma ele tinha uma guria favorita. Sempre fazia comentário, queria encostar em cabelo.”

Relato aponta episódios ao longo dos anos do professor antes do suspeito ser preso em Canoas

A estudante relatou ainda uma situação vivida dentro da escola:

“Eu sofri no primeiro ano. Era halloween, eu tava fantasiada, ele chegou em mim e disse que tinha gostado da fantasia e eu só nao dei bola. ele falou que queria tirar foto e eu falei que nao e ele ficou insistindo muito pra tirar foto e sempre que era coisa de tirar foto ele tentava se aproximar de mais da pessoa”

Segundo ela, os episódios teriam ocorrido por cerca de quatro anos.

Prisão e investigação

O professor foi preso na quarta-feira (25), mas acabou sendo solto no mesmo dia.

De acordo com informações, ele teria tentado fugir ao perceber a aproximação da Brigada Militar, sendo localizado e detido.

Durante a ação, celulares e computadores foram apreendidos e devem passar por perícia.

Caso segue em andamento

O caso é investigado pela Polícia Civil.

O protesto desta quinta-feira foi acompanhado pela Brigada Militar.

Guilherme Galhardo
Guilherme Galhardo
Redator, apaixonado pela cultura POP, luta-livre, games, séries e filmes, escreve sobre economia, serviços e cotidiano de cidades. Entusiasta de meteorologia e punk rocker nas horas vagas.
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