A previsão do tempo para os próximos dias traz um cenário bastante desigual no Brasil, com destaque para volumes expressivos de chuva em várias regiões do país. Enquanto isso, o Rio Grande do Sul aparece em uma situação bem diferente, com instabilidade irregular e até ausência de precipitação em algumas áreas.
De acordo com análises meteorológicas, a Região Norte segue sob influência do chamado “inverno amazônico”, período marcado por grande concentração de chuvas entre dezembro e maio. Por isso, nos próximos dez dias, essa será a área com os maiores acumulados do país.
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Norte e Nordeste concentram os maiores volumes
Estados como Amazonas e Pará devem registrar volumes elevados, com acumulados que podem chegar a até 300 mm em pontos isolados. Em Roraima e Amapá, os volumes também serão expressivos, variando entre 150 mm e 200 mm.
No Nordeste, a chuva deve se distribuir de forma mais ampla, com destaque para Maranhão e Piauí, onde os volumes podem atingir entre 100 mm e 200 mm. Já no interior de estados como Ceará, Paraíba e Pernambuco, a previsão indica acumulados mais moderados.
Centro-Oeste e Sudeste terão chuva frequente
No Centro-Oeste, a chuva deve se concentrar principalmente no norte de Mato Grosso e Goiás, com volumes entre 100 mm e 150 mm. Em outras áreas, como Mato Grosso do Sul, os acumulados serão mais irregulares.
Já no Sudeste, estados como Minas Gerais e Espírito Santo devem enfrentar vários dias seguidos de instabilidade, com pancadas frequentes e até períodos de chuva persistente. Em algumas áreas, os volumes podem chegar a 150 mm.
E o Rio Grande do Sul? Cenário exige atenção com a previsão de chuva no RS
Apesar da previsão de vários dias com possibilidade de chuva, o cenário no Sul do país não é dos mais favoráveis, especialmente para a agricultura.
A previsão de chuva no RS indica acumulados baixos e mal distribuídos, variando entre apenas 5 mm e 50 mm na maioria das regiões. Ou seja, pode até chover em diversos dias, mas sem volumes significativos.
Além disso, a situação é ainda mais preocupante no sudoeste gaúcho, especialmente na região da Campanha e na Fronteira Oeste, onde a tendência é de praticamente nenhuma chuva ao longo do período.
Calor volta e agrava situação no campo
Outro fator que aumenta a preocupação é o retorno do calor nos próximos dias. Com temperaturas mais elevadas, a taxa de evapotranspiração tende a subir, o que pode impactar diretamente as lavouras.
Esse cenário reforça o alerta para produtores rurais, já que a combinação de pouca chuva e calor pode prejudicar o desenvolvimento das culturas.

