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27 de março de 2026

Câmara aprova regra que permite acessar dados bancários para definir pensão alimentícia

Câmara aprova mudança que pode facilitar definição da pensão alimentícia. Entenda o que muda na prática. Veja detalhes.

A Câmara dos Deputados do Brasil aprovou um projeto que pode mudar a forma como a pensão alimentícia é calculada no país. A proposta permite que a Justiça acesse dados bancários e fiscais do responsável pelo pagamento, quando houver dúvidas sobre a renda real.

O texto ainda precisa passar pelo Senado antes de virar lei.

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O que muda na prática com a nova regra da pensão alimentícia

Hoje, o valor da pensão depende das informações apresentadas por quem paga. Com a nova regra, o juiz poderá autorizar o acesso a dados bancários e fiscais se desconfiar que a renda informada não corresponde à realidade.

Isso pode acontecer, por exemplo, quando houver indícios de que a pessoa está escondendo dinheiro ou patrimônio.

A ideia é garantir que o valor da pensão seja mais justo, principalmente para crianças e adolescentes.

Quando o sigilo poderá ser quebrado

A medida não será automática. O acesso aos dados só poderá acontecer em situações específicas:

  • quando as informações apresentadas forem consideradas insuficientes
  • quando houver suspeita de ocultação de renda ou bens
  • quando não houver outra forma de comprovar a real condição financeira

Além disso, os dados obtidos deverão ser mantidos em sigilo e usados apenas no processo.

Uso do FGTS também entra na regra

O projeto também permite que valores do FGTS sejam usados para pagar pensão alimentícia.

Hoje, isso já acontece em alguns casos, mas a nova regra amplia essa possibilidade para facilitar o cumprimento da obrigação.

Proteção para vítimas de violência

Outro ponto importante do texto trata de mulheres vítimas de violência doméstica.

A proposta garante que elas possam se afastar do trabalho com remuneração. Nesse caso:

  • os primeiros 15 dias são pagos pelo empregador
  • o restante pode ser pago pelo INSS, como auxílio-doença

A medida busca evitar que a vítima fique sem renda durante o período de afastamento.

O que acontece agora

O projeto segue para análise no Senado. Se for aprovado, ainda precisa da sanção presidencial para começar a valer.

Guilherme Galhardo
Guilherme Galhardo
Redator, apaixonado pela cultura POP, luta-livre, games, séries e filmes, escreve sobre economia, serviços e cotidiano de cidades. Entusiasta de meteorologia e punk rocker nas horas vagas.
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