Um caso recente de bolsa família redução está chamando atenção no Brasil por apresentar um resultado muito acima da média nacional.
A mudança aconteceu em uma cidade do interior do Rio Grande do Sul e envolve uma estratégia diferente do modelo tradicional de assistência social.
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O que mais surpreende é que, em pouco mais de um ano, o número de beneficiários caiu de forma significativa, e não por cortes, mas por uma mudança na abordagem.
Cidade reduz Bolsa Família em quase 40%
A cidade de Bento Gonçalves registrou uma redução de aproximadamente 38% no número de pessoas atendidas pelo programa.
O resultado supera com folga a média estadual, que ficou em torno de 15%, e também o índice nacional, que foi de cerca de 11% no mesmo período.
Os dados são do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome.
Estratégia mudou completamente o funcionamento
O principal diferencial foi a forma de atuação da prefeitura.
Em vez de esperar que o beneficiário procure ajuda, equipes passaram a fazer uma “busca ativa”, indo até essas pessoas para entender a situação de cada uma.
A partir disso, o município começou a atuar como uma ponte entre trabalhadores e empresas da região.
Como funciona na prática
O processo inclui:
- Apoio na criação de currículos
- Encaminhamento direto para vagas de emprego
- Contato com empresas locais
- Acompanhamento do beneficiário
Além disso, a cidade oferece suporte inicial para facilitar a transição até a entrada no mercado de trabalho.
Controle mais rigoroso também influenciou resultado
Outro ponto importante foi o monitoramento dos cadastros.
Quando o beneficiário não é encontrado no endereço informado, o caso pode ser encaminhado para revisão junto ao governo federal.
Isso pode levar ao bloqueio do benefício até que a situação seja regularizada.
Prefeito defende foco na independência financeira
Segundo o prefeito Diogo Siqueira, a proposta é incentivar a autonomia da população.
“A gente acredita muito que é muito mais importante a gente colocar a pessoa para trabalhar do que dar mais um benefício”, afirmou.
A ideia é que o programa funcione como apoio temporário, e não permanente.

