As mudanças na CNH em 2026 foram apresentadas como uma forma de facilitar o acesso à habilitação no Brasil.
A promessa era clara: menos burocracia, custos mais baixos e um processo mais moderno para novos motoristas.
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Mas, na prática, especialistas apontam que nem tudo saiu como o esperado.
O que mudou na CNH 2026
As alterações foram implementadas a partir da Resolução nº 1.020/2025 do Conselho Nacional de Trânsito.
Entre os principais pontos, estão:
- Redução no número mínimo de aulas práticas
- Ampliação do ensino teórico online
- Flexibilização de etapas do processo
Menos aulas práticas preocupa especialistas
A formação prática sempre foi considerada a parte mais importante da aprendizagem no trânsito.
É nesse momento que o aluno desenvolve habilidades essenciais, como atenção, reação e convivência com outros motoristas.
Com a nova regra, o número mínimo de aulas foi reduzido.
Segundo especialistas, isso pode impactar diretamente o nível de preparo dos novos condutores.
Ensino teórico mais distante
Outro ponto que chama atenção é a mudança no ensino teórico.
Com o uso maior de plataformas digitais, o contato direto com instrutores foi reduzido.
O especialista Celso Mariano alerta:
“Tecnologia é ferramenta, não método. O problema é quando o ensino teórico deixa de formar e passa apenas a cumprir carga horária.”
O custo realmente diminuiu?
Apesar da promessa de economia, o custo da CNH não caiu de forma significativa.
Na prática, muitos candidatos continuam pagando valores semelhantes — ou até maiores — para um processo mais enxuto.
Em alguns casos, quem busca melhor preparação precisa pagar por aulas extras.
Formação pode ter ficado mais fraca
As mudanças também afetaram cursos de atualização e especialização, que ficaram menos exigentes.
Isso pode reduzir a preparação dos motoristas em um trânsito cada vez mais complexo.
O principal alerta
Especialistas apontam que o foco pode ter mudado.
Em vez de priorizar a formação completa do condutor, o sistema estaria mais voltado à emissão da CNH.
“O sistema parece mais preocupado em emitir CNHs do que em formar condutores”, alertou Celso Mariano.

