A carne de burro na Argentina começou a ganhar espaço em meio à disparada no preço da carne bovina, que já acumula alta superior a 55% no país.
Com o orçamento apertado, consumidores passaram a buscar alternativas mais baratas e o que antes parecia improvável agora virou realidade em algumas regiões.
Na prática, a venda de carne de burro já acontece oficialmente na cidade de Trelew, enquanto a carne de lhama também cresce como opção no cardápio argentino.
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Carne de burro ganha espaço com alta da carne bovina
A venda de carne de burro começou na cidade de Trelew, na Patagônia. O produto está sendo comercializado por cerca de 7.500 pesos o quilo (aproximadamente R$ 27), bem abaixo da carne bovina, que já ultrapassa 25 mil pesos (cerca de R$ 90) em algumas regiões.
O produtor responsável pela iniciativa afirma que a carne é nutritiva e saborosa. Para testar a aceitação, foram feitas degustações com pratos como:
- Empanadas
- Linguiças
- Assados
A proposta surge também como resposta à crise na criação de ovelhas na região, afetada por clima e baixa rentabilidade.
Carne de lhama também entra no cardápio
Além da carne de burro, a carne de lhama vem ganhando destaque em outras regiões do país.
O produto é considerado uma opção mais saudável, com características como:
- Baixo teor de gordura (1% a 2%)
- Alto nível de proteínas
- Baixo colesterol
- Boa digestibilidade
Produtores locais apostam no crescimento desse mercado, principalmente por ser uma alternativa sustentável e adaptada a áreas áridas.
Inflação pressiona consumo na Argentina
A mudança de hábitos está diretamente ligada à inflação. Os preços de carnes e derivados variam entre 33% e mais de 60% em diferentes regiões do país.
No acumulado geral, o índice de preços ao consumidor registrou alta superior a 30% em 12 meses, pressionando o orçamento das famílias.
Alternativas curiosas ganham mercado
Além das carnes, outros produtos derivados também começam a aparecer, como o leite de burro, que já possui mercado consolidado na Europa e é conhecido por propriedades nutricionais e cosméticas.
Diante desse cenário, a tendência é que novas alternativas continuem surgindo enquanto o preço da carne bovina seguir em alta.
Com informações de Veja

