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Canoas
04 de maio de 2026

Estudo indica que metade das praias pode desaparecer nos próximos anos e o Brasil está na zona de risco

Praias podem desaparecer mais rápido do que se imagina e o Brasil pode sentir esse impacto antes do esperado.

A ideia de que praias podem desaparecer parece distante para muita gente, mas a realidade já começou a mudar em diversos países. Um estudo recente indica que quase metade das praias arenosas do planeta pode sumir até o ano de 2100, impulsionada por fatores como avanço do mar, urbanização e mudanças climáticas.

Apesar do alerta, o problema não está apenas no futuro. Hoje, cerca de 20% das praias do mundo já enfrentam erosão intensa, o que significa que a perda de areia acontece em ritmo acelerado e visível em várias regiões costeiras.

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O que está fazendo as praias desaparecerem

O desaparecimento das praias não acontece por um único motivo. Especialistas apontam uma combinação de fatores que desequilibram o funcionamento natural desses ambientes.

Entre os principais estão a elevação do nível do mar, o aumento da força das ondas e a ocupação desordenada do litoral. Quando construções avançam sobre dunas e áreas naturais, a praia perde espaço para se adaptar e acaba sendo “espremida” entre o oceano e a cidade.

Além disso, intervenções como obras costeiras e retirada de areia interferem diretamente no fluxo natural de sedimentos, acelerando ainda mais o processo de erosão.

Por que o Brasil está em alerta

O Brasil aparece entre os países mais expostos a esse cenário. Com mais de 7 mil quilômetros de litoral, diversas cidades dependem diretamente das praias, tanto para turismo quanto para proteção contra o avanço do mar.

Regiões como o Nordeste e o Sudeste já registram sinais claros de erosão, enquanto áreas como o litoral norte de São Paulo e a ilha de Marajó enfrentam riscos ainda maiores.

Se nada mudar, o impacto vai além da paisagem. A perda de praias pode afetar moradias, economia local e até a segurança de cidades inteiras.

Não é só turismo: o risco vai muito além

Quando se fala que praias podem desaparecer, muita gente pensa apenas no prejuízo para o lazer. Mas o problema é bem maior.

As praias funcionam como uma espécie de barreira natural contra tempestades e ressacas. Sem elas, a força do mar atinge diretamente ruas, casas e estruturas urbanas.

Além disso, esses ambientes abrigam uma biodiversidade importante, com espécies que vivem na areia e servem de base para toda a cadeia alimentar costeira.

Ainda dá tempo de evitar o pior?

Especialistas apontam que ainda existem caminhos para reduzir os impactos, como a preservação de dunas, controle da urbanização e políticas ambientais mais rígidas.

O problema é que muitas dessas medidas exigem planejamento de longo prazo, algo que nem sempre acontece nas regiões costeiras.

Enquanto isso, o alerta segue claro: as praias não estão apenas em risco no futuro — em muitos lugares, elas já estão desaparecendo agora.

Guilherme Galhardo
Guilherme Galhardo
Redator, apaixonado pela cultura POP, luta-livre, games, séries e filmes, escreve sobre economia, serviços e cotidiano de cidades. Entusiasta de meteorologia e punk rocker nas horas vagas.
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