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10 de maio de 2026

Estudo indica: El Niño em 2026 pode provocar chuvas acima da média e reacende alerta no RS

Nota técnica indica alta probabilidade de El Niño em 2026 e prevê aumento das chuvas e eventos extremos no Rio Grande do Sul

Uma nota técnica divulgada nesta sexta-feira (8) pelo Comitê Científico de Adaptação e Resiliência Climática do Rio Grande do Sul confirmou a possibilidade de formação do El Niño em 2026. Segundo os pesquisadores, o fenômeno climático pode provocar chuvas acima da média durante a primavera no Estado, além de aumentar o risco de tempestades severas e eventos extremos no Sul do Brasil.

O que aponta a previsão climática

As projeções apresentadas pelo comitê indicam cerca de 80% de chance de formação do El Niño entre julho e agosto de 2026. A probabilidade pode chegar entre 80% e 90% ao longo do segundo semestre do ano.

Os dados utilizados no estudo são baseados em análises de instituições internacionais, como a Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA).

Segundo a nota técnica, o cenário climático para o Rio Grande do Sul inclui temperaturas acima da média durante o inverno e aumento das chuvas na primavera.

O que o fenômeno pode provocar no RS

O documento alerta que o El Niño em 2026 pode ampliar a frequência de eventos climáticos extremos no Estado.

Entre os efeitos previstos estão mais dias de chuva intensa, temporais severos, episódios de granizo e aumento dos volumes de precipitação.

O fenômeno preocupa especialmente após os impactos registrados no Rio Grande do Sul em 2023 e 2024, quando enchentes e desastres climáticos atingiram diversas cidades gaúchas.

Apesar disso, os especialistas ressaltam que ainda é cedo para determinar a intensidade exata das chuvas previstas para o próximo ano.

O que é o El Niño

O El Niño faz parte do fenômeno climático chamado ENOS (El Niño-Oscilação Sul) e ocorre devido ao aquecimento das águas superficiais do Oceano Pacífico Equatorial.

Esse aquecimento altera a circulação atmosférica e interfere nos padrões climáticos em diferentes regiões do planeta.

No Brasil, os efeitos variam conforme a região. Enquanto o Norte e o Nordeste podem enfrentar períodos de seca, a Região Sul costuma registrar aumento significativo das chuvas durante episódios de El Niño.

O fenômeno oposto é a La Niña, caracterizada pelo resfriamento das águas do Pacífico e normalmente associada a períodos de estiagem no Sul do país.

O que dizem os especialistas e autoridades

O comitê científico destaca que a ocorrência do El Niño não significa, automaticamente, a repetição de tragédias climáticas.

Segundo os pesquisadores, desastres dependem também de fatores como vulnerabilidade das regiões, infraestrutura urbana e capacidade de resposta das autoridades.

Mesmo assim, o documento recomenda que órgãos públicos, Defesa Civil e setores produtivos revisem planos de contingência e estratégias de preparação para eventos extremos.

A nota também reforça a necessidade de comunicação clara com a população sobre riscos climáticos e medidas preventivas.

Quem participou da elaboração do estudo

A nota técnica foi produzida por pesquisadores ligados a diferentes instituições científicas e meteorológicas do país.

Participaram do documento especialistas do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), da Universidade Federal do Rio Grande (FURG), da Universidade Federal de Pelotas (UFPel), do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) e da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM).

Josué Garcia
Josué Garcia
Estudante de jornalismo e redator de SEO, Josué Garcia escreve sobre cotidiano.
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