Agentes da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA) de Canoas prenderam um homem de 20 anos em flagrante por armazenamento de pornografia infantil e aliciamento de menores pela internet. A captura ocorreu no bairro Mathias Velho.
De acordo com informações da Polícia Civil, a investigação começou após denúncias de que o preso, administrador de um servidor em uma plataforma online, exibia durante transmissões ao vivo fotos e vídeos de cunho sexual envolvendo adolescentes.
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Além disso, na denúncia, também foi relatado que ele organizava e incentivava a prática conhecida como “paneleiros”. A dinâmica é formada por crianças e adolescentes que são constrangidos a cumprirem tarefas humilhantes ou de conotação sexual para subir na hierarquia do grupo. Os investigadores identificaram o homem.
Policiais cumpriram mandado de busca e apreensão na casa de homem preso em Canoas
Durante cumprimento de mandado de busca e apreensão na residência do preso, no bairro Mathias Velho, os policiais encontraram vídeos e fotos sexuais de crianças e adolescentes em celulares.
Além disso, os policiais também identificaram conversas em redes sociais e plataformas online com usuárias que aparentam ser menores de idade, sugerindo que parte do material era enviado por elas, em um possível cenário de aliciamento.
Na residência do preso, os policiais apreenderam dois celulares, um computador, um HD e um SSD.
Operação Permanente
A ação, conforme o delegado Maurício Barison, integra a operação permanente DarkTrace. A ofensiva tem o objetivo de realizar o monitoramento e rondas virtuais para identificar e responsabilizar criminosos envolvidos na produção, armazenamento e compartilhamento de material de abuso sexual infantil no ambiente digital.
“Este caso evidencia como ambientes digitais aparentemente lúdicos, como servidores de jogos e comunidades online, podem ser instrumentalizados para a exploração sexual de crianças e adolescentes. A DPCA Canoas continuará monitorando essas plataformas e agindo com rigor contra qualquer forma de abuso”, pontua Barison.

