Em assembleia nesta sexta-feira (29), os Metroviários da Trensurb decidiram pelo estado de greve. A categoria está mobilizada devido a possível privatização da empresa.
“A gente está com uma promessa do presidente Lula, desde quando ele era candidato, PARA Retirar a Trensurb do PND (Programa Nacional de Desestatizações). Além de não cumprir essa promessa, o presidente e o governo não recebe a categoria metroviária para tratarmos dessa questão e do futuro da categoria, dos trabalhadores e das trabalhadoras, caso o governo tenha mudado de ideia e privatize a empresa. Na verdade, tudo nos indica que mudou de ideia”, ressalta a vice-presidente do Sindimetrô, Ana Paula Almada, ao destacar que seguem estudos para a privatização da Trensurb.
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Na próxima semana, a categoria se reunirá com a direção da Trensurb e também realizará encontros com deputados para discutir o tema.
“A categoria definiu em categoria o estado de greve. Isso significa que a qualquer momento a categoria pode entrar em greve caso o governo não se manifeste ou não negocie com a gente”, pontua Ana.
Metroviários da Trensurb defendem que a empresa siga pública
Conforme a vice-presidente da entidade que representa a categoria, os metroviários defendem que a Trensurb siga pública para garantir um serviço de qualidade para o usuário.
“Nós estamos lutando pelo transporte coletivo, não é somente pelos nossos empregos. A gente está defendendo que a empresa não seja privatizada. A privatização, além da piora da qualidade do serviço para a população, ela significa o aumento da tarifa, na mesma hora, porque vai visar o lucro do empresário que vai pegar a concessão. Por isso, nós somos contra.”
O que diz a empresa?
A reportagem da Agência GBC entrou em contato com a estatal, mas ainda não obteve retorno.

