Consumidores de uma das marcas de água mineral mais conhecidas do país receberam um importante alerta nesta semana. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou o recolhimento de centenas de milhares de unidades após a identificação de uma bactéria durante análises laboratoriais.
A medida envolve garrafas distribuídas em diferentes estados brasileiros e levou a empresa responsável a iniciar imediatamente um processo de recolhimento voluntário do produto.
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A marca afetada é a água mineral Crystal, fabricada pela Mineração Bom Jesus Ltda. A decisão foi publicada pela Anvisa após exames confirmarem a presença da bactéria Pseudomonas aeruginosa em amostras do produto.
Qual lote da água mineral Crystal foi recolhido?

Segundo a Anvisa, o lote atingido pela medida é:
LZ1 VAL200127 3 P 200126
O produto possui:
- Fabricação em 20/01/2026;
- Validade até 20/01/2027;
- Garrafas de 500 ml.
Ao todo, o lote reúne aproximadamente 374,4 mil unidades.
Onde a água foi distribuída?
De acordo com as informações apresentadas pela fabricante, as garrafas foram distribuídas para:
- Distrito Federal;
- Municípios de Goiás;
- Tocantins;
- Interior de São Paulo.
A empresa informou que cerca de 99,2% das unidades já não estariam mais disponíveis para compra nos pontos de venda.
O que motivou o recolhimento?
A decisão ocorreu após um laudo emitido pelo Laboratório Central de Saúde Pública do Distrito Federal (Lacen-DF).
Durante uma fiscalização de rotina realizada pela Vigilância Sanitária do Distrito Federal, foi identificada a presença da bactéria Pseudomonas aeruginosa em amostras coletadas do lote.
Posteriormente, uma contraprova oficial confirmou o resultado inicial, levando à interdição do lote e à comunicação do caso à Anvisa.
O que é a bactéria Pseudomonas aeruginosa?
A Pseudomonas aeruginosa é uma bactéria encontrada naturalmente em ambientes úmidos.
Em pessoas saudáveis, o risco costuma ser menor. No entanto, indivíduos com sistema imunológico comprometido, idosos, pacientes hospitalizados e pessoas com doenças crônicas podem apresentar maior vulnerabilidade a infecções causadas por esse microrganismo.
Por esse motivo, a presença da bactéria em produtos destinados ao consumo humano exige medidas imediatas de controle.
O que fazer se você tiver uma garrafa desse lote?
A orientação da Anvisa é clara: o produto não deve ser consumido.
Os consumidores devem verificar o número do lote presente na embalagem e, caso possuam unidades do lote recolhido, aguardar as orientações da fabricante sobre devolução e reembolso.
A recomendação vale mesmo para garrafas que aparentem estar em perfeitas condições.
Investigação continua
A Mineração Bom Jesus informou à Anvisa que iniciou uma investigação interna para identificar as causas da contaminação.
Segundo a agência, a empresa tem colaborado com as autoridades sanitárias e apresentado documentos sobre as medidas adotadas após a descoberta do problema.
Até o momento, as informações disponíveis indicam que a ocorrência está restrita exclusivamente ao lote informado, mas o caso continua sendo acompanhado pela Anvisa e pelos órgãos de vigilância sanitária envolvidos.

