Agentes da Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (DEAM) de Canoas prenderam um cuidador que estuprou uma mulher que vivia em uma casa de acolhimento em Canoas.
De acordo com a Polícia Civil, o homem trabalhava na instituição de assistência social e teria se aproveitado para cometer os abusos contra a vítima, uma mulher em situação de vulnerabilidade acolhida pela casa.
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Os investigadores apuraram que os crimes ocorreram de forma reiterada. O preso aproveitava momentos de pouca circulação de pessoas e cometia os abusos em locais reservados da instituição.
O crime foi descoberto após a vítima relatar os abusos a pessoas de sua confiança dentro da instituição. A administração da casa, ao saber do ocorrido, demitiu o funcionário. Logo após, a vítima procurou a Polícia Civil acompanhada de um familiar e denunciou o caso. Ela ainda relatou que era intimidada para não revelar o que estava acontecendo.
Investigação apurou que cuidador preso por abusar de mulher que vivia em casa de acolhimento em Canoas tinha comportamento inadequado com outras mulheres no local
Durante a investigação, os policiais escutaram diversas testemunhas. Eles apuraram que o preso apresentava comportamento inadequado em relação a outras mulheres no local. Com o avanço das diligências, a Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (DEAM) pediu a prisão preventiva para a Justiça que deferiu o pedido.
Ainda, conforme a Polícia Civil, a prisão foi necessária diante da gravidade dos fatos. Além disso, a polícia ressalta que as investigações seguem para apurar se há outras vítimas.
“Casos como este exigem uma investigação minuciosa e sensível, pois envolvem vítimas em situação de extrema vulnerabilidade e crimes que, muitas vezes, ocorrem longe dos olhares de terceiros. O trabalho da Polícia Civil buscou reunir todos os elementos de prova disponíveis para esclarecer os fatos e garantir a responsabilização do investigado. A prisão representa também uma medida de proteção à sociedade, especialmente às pessoas que dependem de instituições de acolhimento e devem encontrar nesses locais um ambiente seguro e de confiança”, destaca a delegada Luciane Bertoletti, da Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher de Canoas.

