A Anvisa determinou a apreensão e proibiu a comercialização de um lote falsificado do Dysport 500U, medicamento à base de toxina botulínica utilizado em procedimentos médicos e estéticos.
A medida, porém, não significa que todo Botox ou toda toxina botulínica está proibida no Brasil. A determinação atinge especificamente o lote identificado como falsificado.
LEIA TAMBÉM:
- Federação faz alerta sobre arroz vendido em supermercados após análises encontrarem produto de qualidade inferior dentro dos pacotes
- Casas Bahia coloca geladeiras, fogões, máquinas de lavar, micro-ondas e ar-condicionados à venda a partir de R$ 158 com descontos de quase 70%
- Prefeito Airton Souza recebe de vereadores pedido de destinação de imóvel para Câmara
Qual produto foi proibido
O produto afetado é o Dysport 500U, da detentora do registro Beaufour Ipsen Farmacêutica Ltda.
O lote atingido é o P22686 (COMP-007736).
Segundo a Anvisa, a própria empresa informou que nunca importou esse lote específico para o Brasil, indicando que as unidades encontradas no mercado eram falsificadas.
Embalagem apresentava diferenças
A Anvisa também identificou características incompatíveis com o produto original.
A determinação inclui a apreensão das unidades falsificadas e proíbe sua fabricação, distribuição, divulgação, venda e uso.
A agência recomenda que produtos utilizados em procedimentos estéticos sejam verificados antes da utilização e estejam devidamente regularizados.
Não é uma proibição de todo Botox
A informação de que a Anvisa “proibiu o Botox no Brasil” pode causar confusão.
O que ocorreu foi uma medida contra um lote falsificado de um medicamento específico à base de toxina botulínica.
Produtos legítimos e regularizados continuam podendo ser utilizados conforme suas indicações e sob as condições previstas pela legislação sanitária.
Outros produtos também foram alvo de medidas
A ação ocorreu em meio a outras medidas da Anvisa contra produtos falsificados ou irregulares.
Nesta mesma semana, a agência determinou a apreensão de lotes falsificados do Sculptra, bioestimulador de colágeno. A empresa responsável pelo registro identificou diferenças entre as embalagens falsas e originais.
No caso do Sculptra, a Anvisa também proibiu fabricação, distribuição, divulgação, venda e uso das unidades falsificadas.
Como verificar um produto
A Anvisa orienta consumidores e profissionais a consultar a situação do produto no sistema oficial da agência.
Um produto classificado como ativo ou válido está regularizado. Já um produto identificado como inativo ou inválido não está autorizado pela Anvisa.
A recomendação é utilizar somente produtos regularizados e adquirir medicamentos e produtos estéticos de fornecedores confiáveis.
Alerta vale principalmente para clínicas e profissionais
Como a toxina botulínica é utilizada em procedimentos que exigem conhecimento técnico, a verificação da procedência do produto é especialmente importante para clínicas e profissionais responsáveis pela aplicação.
O uso de uma unidade falsificada pode representar riscos justamente porque não há garantia de que sua composição, concentração, armazenamento e fabricação correspondam ao produto original.
Por isso, a determinação da Anvisa busca retirar as unidades irregulares do mercado e impedir que sejam utilizadas em pacientes.

