Anvisa proíbe venda de lote falsificado de Botox e determina apreensão no Brasil

A Anvisa determinou a apreensão e proibiu a comercialização de um lote falsificado do Dysport 500U, medicamento à base de toxina botulínica utilizado em procedimentos médicos e estéticos.

A medida, porém, não significa que todo Botox ou toda toxina botulínica está proibida no Brasil. A determinação atinge especificamente o lote identificado como falsificado.

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Qual produto foi proibido

O produto afetado é o Dysport 500U, da detentora do registro Beaufour Ipsen Farmacêutica Ltda.

O lote atingido é o P22686 (COMP-007736).

Segundo a Anvisa, a própria empresa informou que nunca importou esse lote específico para o Brasil, indicando que as unidades encontradas no mercado eram falsificadas.

Embalagem apresentava diferenças

A Anvisa também identificou características incompatíveis com o produto original.

A determinação inclui a apreensão das unidades falsificadas e proíbe sua fabricação, distribuição, divulgação, venda e uso.

A agência recomenda que produtos utilizados em procedimentos estéticos sejam verificados antes da utilização e estejam devidamente regularizados.

Não é uma proibição de todo Botox

A informação de que a Anvisa “proibiu o Botox no Brasil” pode causar confusão.

O que ocorreu foi uma medida contra um lote falsificado de um medicamento específico à base de toxina botulínica.

Produtos legítimos e regularizados continuam podendo ser utilizados conforme suas indicações e sob as condições previstas pela legislação sanitária.

Outros produtos também foram alvo de medidas

A ação ocorreu em meio a outras medidas da Anvisa contra produtos falsificados ou irregulares.

Nesta mesma semana, a agência determinou a apreensão de lotes falsificados do Sculptra, bioestimulador de colágeno. A empresa responsável pelo registro identificou diferenças entre as embalagens falsas e originais.

No caso do Sculptra, a Anvisa também proibiu fabricação, distribuição, divulgação, venda e uso das unidades falsificadas.

Como verificar um produto

A Anvisa orienta consumidores e profissionais a consultar a situação do produto no sistema oficial da agência.

Um produto classificado como ativo ou válido está regularizado. Já um produto identificado como inativo ou inválido não está autorizado pela Anvisa.

A recomendação é utilizar somente produtos regularizados e adquirir medicamentos e produtos estéticos de fornecedores confiáveis.

Alerta vale principalmente para clínicas e profissionais

Como a toxina botulínica é utilizada em procedimentos que exigem conhecimento técnico, a verificação da procedência do produto é especialmente importante para clínicas e profissionais responsáveis pela aplicação.

O uso de uma unidade falsificada pode representar riscos justamente porque não há garantia de que sua composição, concentração, armazenamento e fabricação correspondam ao produto original.

Por isso, a determinação da Anvisa busca retirar as unidades irregulares do mercado e impedir que sejam utilizadas em pacientes.

Vinicius Ficher
Vinicius Ficher
Redator, escrevediariamente sobre economia, serviços e cotidiano de cidades.
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