“Vai faltar eletrodomésticos?” Fábrica que produz geladeiras da Brastemp e Consul muda de estratégia, resolve demitir funcionários e comunica sobre grande mudança

Dona da Brastemp e Consul fecha fábrica de geladeiras e transfere parte da produção. Entenda a mudança e o que acontece com as marcas.

“Vai faltar eletrodomésticos?” A pergunta pode surgir diante da decisão de uma das maiores fabricantes do setor de encerrar a produção de geladeiras em uma de suas unidades industriais. A fábrica será desativada gradualmente, máquinas serão retiradas e parte das operações será transferida para outras unidades.

A mudança envolve a Whirlpool, empresa responsável por marcas conhecidas como Brastemp e Consul. A companhia pretende concluir a fabricação de refrigeradores na unidade até o segundo trimestre de 2027.

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O processo também deverá afetar trabalhadores da fábrica. A empresa reservou recursos para despesas relacionadas à força de trabalho atingida pela reorganização, mas ainda não informou oficialmente quantos funcionários serão desligados nem quantos poderão ser transferidos.

A unidade que passará por essa transformação fica em Apodaca, no México. Portanto, a decisão não representa o fechamento das fábricas brasileiras que produzem eletrodomésticos Brastemp e Consul.

Fábrica de geladeiras será desativada aos poucos

A Whirlpool confirmou em 2026 que pretende encerrar as atividades industriais da fábrica Supsa.

O fechamento, porém, não acontecerá de uma única vez. A empresa adotará um cronograma de redução gradual da produção até interromper completamente a fabricação de refrigeradores na unidade.

Durante esse período, máquinas e equipamentos serão retirados da fábrica, enquanto algumas etapas produtivas serão transferidas para outras instalações.

A estratégia permitirá que a companhia continue produzindo geladeiras mesmo depois que a unidade deixar de fabricar esses produtos.

A reorganização faz parte de uma estratégia para simplificar a estrutura industrial e concentrar a produção em unidades com maior aproveitamento.

Produção de geladeiras será transferida

O encerramento da fábrica não significa que a Whirlpool deixará de fabricar refrigeradores.

Parte da produção atualmente realizada na unidade será direcionada para Ramos Arizpe, outra fábrica da empresa.

Com isso, máquinas, equipamentos e processos utilizados em Apodaca poderão ser transferidos para a nova operação.

Outras etapas da fabricação também poderão ser distribuídas entre diferentes unidades da companhia.

Na prática, a Whirlpool pretende concentrar a produção em menos fábricas enquanto encerra gradualmente as atividades da unidade que será desativada.

Fechamento poderá custar US$ 165 milhões

A reorganização industrial terá um custo elevado para a companhia.

A Whirlpool estima despesas de até US$ 165 milhões com o fechamento da fábrica, a transferência de equipamentos e a reorganização das operações.

Desse total, aproximadamente US$ 95 milhões estão relacionados a imóveis, máquinas, equipamentos e outros ativos ligados à unidade.

Outros US$ 30 milhões estão previstos para despesas relacionadas aos trabalhadores afetados pela decisão.

Além disso, cerca de US$ 40 milhões poderão ser destinados a gastos industriais, logísticos e operacionais provocados pela transferência da produção.

Esses custos incluem a retirada de máquinas, mudanças nas linhas produtivas e adaptações necessárias nas unidades que receberão parte das operações.

Do valor total estimado, aproximadamente US$ 70 milhões deverão representar desembolsos efetivos de caixa.

A empresa também espera reconhecer cerca de US$ 100 milhões dessas despesas ainda durante 2026.

Funcionários serão afetados pela mudança

A desativação da fábrica também terá impacto sobre os trabalhadores da unidade.

A Whirlpool reservou aproximadamente US$ 30 milhões para despesas relacionadas à força de trabalho afetada pela reorganização.

Até o momento, entretanto, a companhia não informou oficialmente quantos empregos serão eliminados.

Também não está definido quantos funcionários poderão receber propostas de transferência para outras unidades.

Como a fábrica continuará funcionando parcialmente até 2027, eventuais desligamentos e remanejamentos poderão acontecer em diferentes etapas.

A empresa informou ainda que pretende oferecer suporte aos trabalhadores durante o período de transição.

Brastemp e Consul continuam sendo produzidas no Brasil

Apesar da mudança, a decisão não significa o fim da fabricação de produtos Brastemp e Consul no Brasil.

A Whirlpool mantém unidades industriais em Joinville, Rio Claro e Manaus, que continuam em funcionamento.

Portanto, o fechamento da fábrica mexicana não interrompe a produção nacional de eletrodomésticos das duas marcas.

A estratégia adotada no mercado brasileiro também segue uma direção diferente.

Em 2026, a empresa anunciou mais de R$ 300 milhões em investimentos para modernização e ampliação da unidade de Rio Claro, no interior de São Paulo.

Assim, enquanto a companhia reorganiza parte de sua estrutura industrial no exterior, também mantém investimentos em suas operações brasileiras.

Dona da Brastemp e Consul concentra produção

O fechamento da unidade faz parte de uma reorganização mais ampla da estrutura industrial da Whirlpool.

A companhia pretende concentrar a fabricação em determinadas unidades, aumentar o aproveitamento das fábricas mantidas em operação e reduzir custos relacionados à produção.

Nesse processo, a fábrica de Apodaca perderá gradualmente suas linhas de refrigeradores até deixar de fabricar completamente esses produtos no segundo trimestre de 2027.

A mudança, portanto, não significa que Brastemp e Consul deixarão de produzir geladeiras.

A fabricação continuará em outras unidades enquanto a dona da Brastemp e Consul reorganiza sua estrutura industrial.

Por isso, apesar do fechamento de uma fábrica e do impacto sobre trabalhadores, não há indicação no texto de que haverá interrupção da produção ou falta de eletrodomésticos no mercado brasileiro.

Guilherme Galhardo
Guilherme Galhardo
Redator, apaixonado pela cultura POP, luta-livre, games, séries e filmes, escreve sobre economia, serviços e cotidiano de cidades. Entusiasta de meteorologia e punk rocker nas horas vagas.
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