A Coca-Cola passa por uma ampla reorganização de sua estrutura industrial e logística, com fechamento de fábricas históricas, cortes de postos de trabalho e transferência da produção de bebidas para outras unidades e empresas parceiras.
Considerando diferentes processos anunciados desde 2025, cerca de 1,4 mil trabalhadores foram atingidos pelas mudanças. O levantamento reúne demissões diretas, eliminação de cargos e adesões a pacotes de desligamento durante processos de reestruturação.
LEIA TAMBÉM:
- Dinheiro na conta: trabalhadores do RS vão receber 90% do 13º salário antecipado; saiba quando é o pagamento
- Biometria passa a ser exigida para benefícios do INSS, novos pedidos dependem do cadastro e quem já recebe precisa saber o que acontece com o benefício
- Multinacional americana fecha fábrica no Brasil após 38 dias de greve e trabalhadores garantem R$ 35 mil de indenização
Ao menos quatro fábricas aparecem entre unidades que já fecharam ou estão em processo definitivo de encerramento. As mudanças, porém, não significam o fim das bebidas produzidas nesses locais.
Coca-Cola fecha fábrica e transfere produção
Uma das mudanças ocorreu em American Canyon, na Califórnia, nos Estados Unidos.
A produção da fábrica foi encerrada em 30 de junho de 2025. Inicialmente, aproximadamente 135 trabalhadores foram atingidos. Depois, outros 45 postos apareceram em um aviso relacionado ao encerramento das atividades restantes. Tempo Novo
A unidade fabricava principalmente bebidas não gaseificadas, incluindo produtos das marcas Powerade, Minute Maid, Vitaminwater e Gold Peak Tea.
Parte dessa produção passou a ser feita por uma empresa parceira da própria região. Ou seja, as linhas continuaram existindo, mas deixaram de depender da antiga fábrica.
Outra fábrica será fechada em dezembro
Outra mudança ocorre em Northampton, no estado de Massachusetts.
A unidade deverá encerrar definitivamente as atividades em 15 de dezembro de 2026. Documentos entregues às autoridades indicam aproximadamente 175 desligamentos.
Os cortes começaram em agosto e devem continuar até o fim de novembro.
A fábrica também produzia principalmente bebidas sem gás, com linhas associadas a marcas como Minute Maid e Powerade.
Fábrica produzia 520 milhões de litros por ano
A reorganização também atingiu a Alemanha.
Em março de 2025, a Coca-Cola Europacific Partners encerrou a produção da unidade de Colônia, que tinha presença da empresa desde 1937.
Antes do fechamento, a fábrica tinha duas linhas de produção e capacidade para envasar aproximadamente 520 milhões de litros de bebidas por ano.
No conjunto da reorganização alemã, cinco instalações foram fechadas. A empresa anunciou a eliminação de 505 postos, além da transferência de 207 cargos e da criação de 78 novas vagas em outras operações. Tempo Novo
Mais de 600 funcionários aderiram a desligamentos
Na África do Sul, a Coca-Cola Beverages South Africa iniciou outra reestruturação em 2025.
O processo envolveu mudanças industriais e o fechamento da fábrica de Bloemfontein.
Em outubro de 2025, um sindicato informou que 609 funcionários haviam aderido a pacotes de desligamento, enquanto outros 71 ainda não haviam aceitado a proposta naquele momento.
Por isso, embora o conjunto das mudanças seja tratado como uma onda de demissões e cortes, nem todos os aproximadamente 1,4 mil casos foram demissões compulsórias.
Cortes passam de 1,4 mil
Somando os principais processos, American Canyon teve aproximadamente 180 postos envolvidos, Northampton deverá ter 175 desligamentos, a reorganização alemã eliminou 505 postos e, na África do Sul, 609 trabalhadores aderiram a pacotes de saída.
O total chega a aproximadamente 1.469 postos ou desligamentos.
Os casos, entretanto, são diferentes entre si e incluem demissões diretas, eliminação de cargos, transferências internas e desligamentos voluntários.
Produção das bebidas continua
Apesar dos fechamentos, a Coca-Cola não anunciou o fim das principais bebidas fabricadas nessas unidades.
Em alguns casos, a produção foi transferida para outras fábricas da própria companhia. Em outros, passou a ser realizada por empresas parceiras.
A estratégia mostra uma concentração maior da fabricação e da logística em menos instalações, enquanto fábricas que funcionaram por décadas encerram definitivamente suas atividades.

