Polícia Civil indicia por estelionatos dono de empresa que vendeu viagens para fiéis de igreja em Canoas e não apareceu

Dono de empresa foi indiciado por mais de 30 estelionatos praticados contra fiéis em Canoas

A Polícia Civil indiciou por estelionato o dono de uma empresa de turismo que deveria ter levado um grupo de fiéis de Canoas para o Santuário Nacional de Aparecida, em São Paulo. A investigação começou em julho.

De acordo com informações apuradas pela reportagem da Agência GBC, o grupo de fiéis da Paróquia Sagrado Coração de Jesus, no bairro Harmonia, teria comprado pacotes com a JPF Turismo Religioso para ir até Aparecida. Porém, no dia da viagem, os ônibus não apareceram.

LEIA TAMBÉM:

O caso, conforme a polícia, configura golpe. O proprietário da empresa será indiciado por 34 estelionatos, sendo 26 contra vítimas acima de 60 anos.

A reportagem tenta contato com a empresa de turismo, mas não obteve retorno.

Polícia Civil indicia por estelionatos dono de empresa que vendeu viagens para fiéis de igreja em Canoas e não apareceu: relembre o caso

A viagem para Aparecida deveria ter acontecido no dia 27 de julho. Porém, desde abril, o grupo não conseguia mais contato com a agência de turismo contratada para realizar a viagem.

“Desde abril a gente não conseguia mais comunicação. Os clientes que iriam viajar comigo, como diretor espiritual, ele [proprietário da agência de turismo] não respondia para os clientes. A última comunicação que tive com ele, eu pedi o endereço para ele, porque os clientes queriam o endereço e ele não passava o endereço”, relatou o Frei Juan Miguel que acompanharia o grupo na viagem em entrevista a Agência GBC na época.

Uma das fiéis que estava com a viagem marcada era a dona de casa, Cleodete Gama Prestes. Ela relatou que o primeiro grupo pagou cerca de R$ 1,3 mil para viajar, valor que foi reajustado para quase R$ 1,4 mil, conforme o aumento da demanda.

“A negociação da compra foi bem tranquila. Mas, depois, quando faltavam dois meses para a gente viajar, a gente queria entrar em contato com eles. Mas, nenhum dos contatos que a gente tinha, os paroquianos que queriam viajar, ninguém atende”, pontua.

Além disso, Cleodete relata que alguns integrantes do grupo entraram em contato com o hotel citado pela empresa no contrato.

“O hotel indicado pelo contrato diz que não foi feita reserva nenhuma”, comenta.

YouTube video
Jaime Zanatta
Jaime Zanatta
Jornalista formado pela Unisinos escreve sobre economia, cotidiano, polícia e o dia a dia das cidades.
MATÉRIAS RELACIONADAS

MAIS LIDAS