A Polícia Civil indiciou por estelionato o dono de uma empresa de turismo que deveria ter levado um grupo de fiéis de Canoas para o Santuário Nacional de Aparecida, em São Paulo. A investigação começou em julho.
De acordo com informações apuradas pela reportagem da Agência GBC, o grupo de fiéis da Paróquia Sagrado Coração de Jesus, no bairro Harmonia, teria comprado pacotes com a JPF Turismo Religioso para ir até Aparecida. Porém, no dia da viagem, os ônibus não apareceram.
LEIA TAMBÉM:
- Multinacional americana fecha fábrica no Brasil após 38 dias de greve e trabalhadores garantem R$ 35 mil de indenização
- Homem é preso após ameaçar motorista de ônibus com faca em Nova Santa Rita
- Polícia Civil fecha duas casas geriátricas clandestinas e prende três pessoas por maus-tratos e tortura contra idosos em Esteio e Sapucaia do Sul
O caso, conforme a polícia, configura golpe. O proprietário da empresa será indiciado por 34 estelionatos, sendo 26 contra vítimas acima de 60 anos.
A reportagem tenta contato com a empresa de turismo, mas não obteve retorno.
Polícia Civil indicia por estelionatos dono de empresa que vendeu viagens para fiéis de igreja em Canoas e não apareceu: relembre o caso
A viagem para Aparecida deveria ter acontecido no dia 27 de julho. Porém, desde abril, o grupo não conseguia mais contato com a agência de turismo contratada para realizar a viagem.
“Desde abril a gente não conseguia mais comunicação. Os clientes que iriam viajar comigo, como diretor espiritual, ele [proprietário da agência de turismo] não respondia para os clientes. A última comunicação que tive com ele, eu pedi o endereço para ele, porque os clientes queriam o endereço e ele não passava o endereço”, relatou o Frei Juan Miguel que acompanharia o grupo na viagem em entrevista a Agência GBC na época.
Uma das fiéis que estava com a viagem marcada era a dona de casa, Cleodete Gama Prestes. Ela relatou que o primeiro grupo pagou cerca de R$ 1,3 mil para viajar, valor que foi reajustado para quase R$ 1,4 mil, conforme o aumento da demanda.
“A negociação da compra foi bem tranquila. Mas, depois, quando faltavam dois meses para a gente viajar, a gente queria entrar em contato com eles. Mas, nenhum dos contatos que a gente tinha, os paroquianos que queriam viajar, ninguém atende”, pontua.
Além disso, Cleodete relata que alguns integrantes do grupo entraram em contato com o hotel citado pela empresa no contrato.
“O hotel indicado pelo contrato diz que não foi feita reserva nenhuma”, comenta.


