Empresário da Coca-Cola morre em queda de avião

Conheça a história do Grupo Simões, conglomerado do Amazonas que expandiu a Coca\-Cola pela Região Norte e diversificou seus negócios\.

Empresa fundada em Manaus expandiu os negócios para bebidas, concessionárias e logística portuária; herdeiro Victor Simões morreu em acidente aéreo no interior de São Paulo

A morte do empresário amazonense Victor Simões da Silva, aos 51 anos, trouxe atenção para a história de uma das famílias empresariais mais tradicionais da Região Norte. Herdeiro do Grupo Simões, ele integrava o conglomerado que teve papel importante na expansão da Coca-Cola pelo Norte do Brasil a partir da década de 1970.

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Victor morreu na sexta-feira (16), após a queda de um avião de pequeno porte em Orlândia, no interior de São Paulo. A aeronave caiu logo após a decolagem, e o piloto também morreu. As circunstâncias do acidente serão investigadas pelas autoridades aeronáuticas.

Grupo Simões começou com uma sorveteria em Manaus

A trajetória empresarial da família começou com Antônio de Andrade Simões, fundador do grupo. Ainda jovem, ele trabalhou no balcão de uma padaria em Manaus. Em 1943, iniciou seu primeiro empreendimento, a Sorveteria Moderna.

Anos depois, em 1957, Antônio ampliou as atividades e entrou na fabricação de massas e biscoitos na capital amazonense. A diversificação dos negócios abriu caminho para uma expansão que transformaria a empresa em um importante conglomerado regional.

O grande salto ocorreu na década de 1970, quando uma sociedade permitiu ao grupo assumir a operação da Coca-Cola em Manaus. A iniciativa marcou o início da distribuição da marca na Região Norte e consolidou a presença da família no setor de bebidas.

Coca-Cola impulsionou expansão pelo Norte

Em 1970, o grupo iniciou suas operações ligadas à Coca-Cola em Manaus. Além da distribuição de refrigerantes, a empresa investiu em outras atividades relacionadas ao segmento, incluindo a produção do guaraná Tuchaua e a fabricação de gás carbônico, utilizado na indústria de bebidas.

A expansão territorial ganhou força em 1976, com a chegada ao Pará. Ao longo dos anos seguintes, o grupo ampliou sua presença e passou a atuar em diferentes mercados da Região Norte.

A participação no setor de bebidas se tornou uma das marcas mais conhecidas da trajetória empresarial da família, que também diversificou os investimentos para reduzir a dependência de uma única atividade econômica.

Empresa ampliou negócios para veículos e logística portuária

A partir da década de 1990, o Grupo Simões passou a investir com mais força no setor automotivo. Em 1994, inaugurou a concessionária Murano, voltada à comercialização de veículos Fiat em Manaus.

Em 1999, ampliou a atuação nesse mercado com a abertura da Shizen, concessionária da Honda.

Mais recentemente, o conglomerado também entrou no segmento de logística portuária. Em 2023, iniciou as operações do Terminal Portuário de Novo Remanso, ampliando sua participação em atividades ligadas à infraestrutura e ao transporte de cargas.

Em 2022, os negócios de bebidas foram combinados com as operações da Solar Bebidas, em uma movimentação que ampliou a estrutura de fabricação e distribuição de produtos Coca-Cola.

Quem era Victor Simões

Victor Simões da Silva era neto do fundador do Grupo Simões e filho de Antônio Silva, presidente da Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (Fieam).

Integrante da família controladora do conglomerado, ele era acionista e participava da trajetória empresarial ligada ao desenvolvimento econômico do Amazonas.

No momento do acidente, Victor estava no interior paulista para acompanhar uma competição de hipismo da qual sua filha participaria.

A notícia de sua morte provocou manifestações de pesar entre representantes do meio empresarial e da política amazonense. O prefeito de Manaus, Renato Junior, lamentou a perda e destacou a relação do empresário com a cidade. O senador Eduardo Braga também manifestou solidariedade à família.

A morte de Victor encerra de forma trágica a trajetória de um integrante de uma família cuja história empresarial se confunde com parte da expansão industrial e comercial da Região Norte.

As causas da queda do avião ainda dependem da investigação das autoridades responsáveis.

Vinicius Ficher
Vinicius Ficher
Redator, escrevediariamente sobre economia, serviços e cotidiano de cidades.
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