O influenciador e empresário Pablo Marçal afirmou nesta terça-feira (20) que pretende conversar com Flávio Bolsonaro (PL) para que o candidato aceite o desafio envolvendo a divulgação de informações sigilosas. A proposta, segundo Marçal, é que Flávio aceite abrir seus sigilos bancário e telefônico caso o presidente Lula (PT) também revele informações sobre gastos e registros do governo.
“Eu topo abrir [o sigilo] das minhas empresas e mais de 500 mil linhas também se ele quebrar o sigilo de 100 anos das visitas de todo mundo que visitou o Palácio do Planalto, se ele abrir dos 7 bilhões do cartão corporativo”, declarou Marçal. Em seguida, afirmou que falaria em nome de Flávio para que o senador aceitasse o desafio.
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As declarações foram feitas após um evento organizado pelo influenciador em Barueri. A cinco dias da eleição, Flávio Bolsonaro participou do encontro ao lado de aliados, entre eles o senador eleito Guilherme Derrite (PP), o deputado federal eleito Lucas Pavanato (PL) e a deputada estadual eleita Eduarda Campopiano (PL).
Encontro reuniu centenas de influenciadores
O evento contou com cerca de 400 influenciadores digitais, que, juntos, reúnem aproximadamente 200 milhões de seguidores nas redes sociais. A proposta era ampliar o alcance da campanha de Flávio Bolsonaro na reta final da disputa, com atenção especial aos eleitores indecisos.
Durante o encontro, os participantes receberam orientações sobre como produzir e publicar conteúdos para as redes. A estratégia apresentada buscava destacar problemas que, segundo os organizadores, não foram resolvidos durante os últimos quatro anos de governos de esquerda.
Marçal classificou a mobilização como um “marco zero” e afirmou acreditar que artistas e criadores de conteúdo poderiam impulsionar a campanha. Também criticou o PT e declarou que o movimento político naquele momento estava ao lado de Flávio Bolsonaro.
“Quem produz no país quer mudança. Ninguém está suportando mais o Brasil do jeito que está”, afirmou o influenciador.
Flávio pede união para defender mudanças
Ao discursar para os participantes, Flávio Bolsonaro defendeu que a mensagem da campanha não fosse apresentada apenas como uma disputa entre direita e esquerda. Segundo ele, o objetivo deveria ser convencer os eleitores de que é possível unir diferentes pessoas em torno de uma proposta de mudança para o país.
“Quero que cada um transmita a mensagem e use suas redes sociais para mostrar que o Estado não pode atrapalhar a vida das pessoas. Que eu vou devolver a soberania das pessoas, que estão oprimidas pelo crime organizado”, declarou o candidato.

