A campanha de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que o presidente aceitou as condições apresentadas por Flávio Bolsonaro (PL) para a abertura dos sigilos bancário e telefônico dos dois candidatos e de seus familiares. Segundo o coordenador da campanha petista, Camilo Santana, o adversário tem até as 11h desta quinta-feira (22) para cumprir o acordo proposto.
A resposta de Lula será protocolada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) no mesmo dia e horário, conforme anunciou Camilo. O coordenador afirmou que o presidente não se opõe às exigências feitas por Flávio, desde que o candidato do PL também autorize a divulgação das informações previstas no pedido apresentado à Justiça Eleitoral.
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“Todas as condicionantes que ele [Flávio] colocou, a resposta do presidente é que ele não se opõe a absolutamente nada do que ele está propondo. Contanto que ele também cumpra e abra tudo que está no pedido protocolado junto ao TSE”, declarou Camilo.
O prazo, segundo o coordenador, termina antes do segundo turno das eleições presidenciais, marcado para domingo (25).
Como começou o desafio sobre a quebra de sigilo bancário?
A disputa começou durante o debate entre Lula e Flávio Bolsonaro realizado no último domingo (18), quando o presidente desafiou o adversário a permitir a abertura dos sigilos bancário e telefônico dos dois candidatos e de seus familiares.
Na ocasião, Lula afirmou que a divulgação das informações ajudaria a esclarecer quem estaria sendo honesto e quem estaria envolvido em irregularidades.
Na terça-feira (20), o candidato do PT apresentou um requerimento ao TSE autorizando a divulgação de seus dados, condicionada à adoção da mesma medida por Flávio. A autorização também abrange informações de familiares e empresas incluídas no pedido.
Quais condições Flávio apresentou a Lula?
Flávio Bolsonaro afirmou que aceitaria a proposta desde que o levantamento dos sigilos tivesse um alcance maior. Entre as exigências mencionadas por ele estão a inclusão de dados de Marco Aurélio Santana Ribeiro, ex-chefe de gabinete de Lula, e a divulgação dos registros de entrada da empresária Roberta Luchsinger no Palácio do Planalto.
O candidato do PL também pediu a quebra dos sigilos de José Ferreira da Silva, conhecido como Frei Chico, irmão do presidente, além de outras condições.
Segundo Camilo Santana, Lula aceitou todas as exigências apresentadas pelo adversário. O coordenador da campanha petista, porém, cobrou que Flávio também cumpra os termos do pedido antes do prazo anunciado.
“Se ele não deve nada, ele deveria ter aceito o desafio do presidente Lula naquele domingo”, afirmou Camilo.
O que acontece agora?
A expectativa é que a resposta da campanha de Lula seja apresentada ao TSE às 11h desta quinta-feira (22), mesmo horário indicado por Camilo como limite para Flávio abrir seus sigilos e os de seus familiares.
O embate ocorre a poucos dias do segundo turno, marcado para domingo (25), e coloca a divulgação de informações financeiras e telefônicas no centro da disputa entre os candidatos.
A declaração de que todas as condições foram aceitas foi feita por Camilo Santana, coordenador da campanha de Lula. O cumprimento das exigências por parte de Flávio, por sua vez, é o ponto que a campanha petista afirma aguardar.

