Carrapato com uma estrela nas costas pode ameaçar cães e gatos; veja como identificar

Conheça o carrapato com uma estrela nas costas, entenda os riscos para cães e gatos e veja como identificar, retirar e prevenir parasitas.

Um carrapato pequeno, com uma marca branca semelhante a uma estrela nas costas, chama a atenção de especialistas por representar um risco para animais domésticos. Conhecido como carrapato-estrela-solitária, ele pode passar despercebido entre os pelos de cães e gatos e transmitir agentes causadores de doenças.

A espécie, chamada cientificamente de Amblyomma americanum, ocorre principalmente na América do Norte. Embora informações sobre esse parasita circulem entre tutores brasileiros, é importante diferenciá-lo dos carrapatos encontrados no Brasil, que também podem transmitir doenças.

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Por isso, identificar corretamente o parasita e manter a prevenção contra carrapatos são medidas importantes para proteger os animais durante todo o ano.

O que é o carrapato com uma estrela nas costas?

O Amblyomma americanum é conhecido em inglês como lone star tick. A fêmea adulta apresenta uma marca branca ou clara no dorso, característica que inspirou seu nome popular.

Esse detalhe pode ajudar na identificação, mas o tamanho do parasita e a aparência variam conforme a fase de desenvolvimento. Além disso, nem todos os carrapatos encontrados em cães e gatos pertencem à mesma espécie.

No Brasil, o nome carrapato-estrela é associado a outras espécies, como o Amblyomma sculptum. Por isso, a aparência de um carrapato não deve ser usada isoladamente para concluir qual doença ele pode transmitir.

Por que esse carrapato representa um risco para os pets?

O carrapato-estrela-solitária pode transmitir agentes infecciosos, incluindo a bactéria Ehrlichia ewingii, associada à erliquiose em cães.

A presença de um carrapato preso à pele também pode provocar irritação e desconforto. Como alguns animais não demonstram sinais evidentes logo após o contato, a inspeção do corpo continua importante mesmo quando o cão ou gato parece estar bem.

Encontrar um parasita não significa necessariamente que o animal tenha contraído uma doença. O risco depende de fatores como a espécie do carrapato, a presença de agentes infecciosos e as circunstâncias da exposição.

Se o pet apresentar apatia, perda de apetite, febre ou outras alterações após encontrar um carrapato, procure orientação veterinária. Não tente tratar uma possível infecção por conta própria.

Como diferenciar o carrapato-estrela de outros parasitas?

A marca clara nas costas da fêmea adulta do Amblyomma americanum é uma característica importante, mas a identificação correta pode exigir avaliação especializada.

No Brasil, o carrapato-estrela, incluindo o Amblyomma sculptum, está associado a ambientes como pastagens, matas e áreas com vegetação. Algumas espécies podem transmitir bactérias causadoras da febre maculosa, uma doença grave que também representa risco para seres humanos.

Já o carrapato-marrom-do-cão, Rhipicephalus sanguineus, é um dos parasitas mais comuns em cães e pode infestar ambientes domésticos, escondendo-se em frestas e locais próximos de onde o animal descansa.

Como espécies diferentes podem apresentar riscos distintos, fotografar o parasita e buscar orientação veterinária pode ajudar na identificação. Evite concluir que se trata de uma espécie específica apenas pelo tamanho ou pela cor.

Onde procurar carrapatos no corpo do cachorro ou gato?

Depois de passeios em parques, quintais, gramados ou áreas de vegetação, examine o animal com calma. Afaste os pelos para observar a pele e dê atenção especial às regiões menos visíveis.

Os principais locais para conferir são:

  • Orelhas e cabeça: examine a parte externa das orelhas e a região ao redor.
  • Entre os dedos: pequenos carrapatos podem ficar escondidos nas patas.
  • Axilas e virilhas: observe as dobras da pele.
  • Barriga: confira a região abdominal e outras áreas com menos pelos.
  • Pescoço e ao redor da coleira: procure pequenos parasitas presos à pele.

A inspeção deve ser feita regularmente, sobretudo após a exposição a ambientes onde há carrapatos. Também é importante verificar camas, mantas e locais frequentados pelo animal quando houver suspeita de infestação.

O que fazer ao encontrar um carrapato preso à pele?

Se encontrar um carrapato, evite esmagá-lo ou aplicar substâncias como álcool, óleo ou produtos irritantes enquanto ele estiver preso ao animal.

A retirada pode ser feita com uma pinça de ponta fina, segurando o parasita próximo à pele e puxando de maneira firme e contínua, sem torcer ou esmagar. Se houver dificuldade, procure ajuda veterinária para evitar ferimentos.

Depois da retirada, observe a região e o comportamento do pet. Se houver vermelhidão intensa, inchaço ou sinais de doença, entre em contato com um profissional.

Também é importante verificar se existem outros parasitas e avaliar a necessidade de tratar o ambiente. A remoção de um único carrapato não elimina o risco de novas infestações.

Como prevenir carrapatos durante o ano todo?

A prevenção envolve cuidados com o animal e com os ambientes que ele frequenta. O médico-veterinário pode recomendar produtos antiparasitários adequados à espécie, à idade, ao peso e às condições de saúde do pet.

Algumas medidas importantes incluem:

  • Manter a prevenção contra carrapatos conforme a orientação veterinária.
  • Examinar o corpo do animal depois de passeios em áreas verdes.
  • Manter quintais e jardins limpos e com a vegetação controlada.
  • Lavar os itens de descanso do pet e inspecionar os locais onde ele costuma ficar.
  • Evitar o uso de medicamentos ou produtos antiparasitários sem verificar se são apropriados para aquele animal.

Atenção especial é necessária em casas com cães e gatos: produtos seguros para cães podem ser tóxicos para gatos. Nunca aplique um antiparasitário de uma espécie em outra sem orientação profissional.

Vinicius Ficher
Vinicius Ficher
Redator, escrevediariamente sobre economia, serviços e cotidiano de cidades.
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