Foto: Gabriel Rosalino/Detran-RS

O prefeito de Porto Alegre, Nelson Marchezan, segue querendo cobrar um pedágio para entrar na cidade. Com isso, veículos com placas de fora da Capital vão pagar R$ 4,70 para ingressar no município. Motoristas de Canoas, Cachoeirinha, Esteio, Nova Santa Rita, Sapucaia do Sul e outros municípios da Região Metropolitana, seriam atingidos.

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Nesta quinta-feira (12), Marchezan e prefeitos dos 16 municípios que integram a Associação dos Municípios da Região Metropolitana de Porto Alegre (Granpal) se reunirão para discutir o tema. “Tal pedido se justifica, já que a propositura não foi avaliada pelos gestores associados da Granpal, não foram medidos os possíveis impactos desta cobrança, e também, não se sabe quais podem ser as consequências desta medida na mobilidade humana em nosso aglomerado urbano”, diz a nota assinada pelos prefeitos de Cachoeirinha, Miki Breier (presidente), Margarete Simon Ferreti (1ª vice-presidente), de Osório, Daiçon Maciel da Silva (2º vice-presidente) e de Esteio, Leonardo Pascoal (secretário).

Entenda

Conforme o Executivo da Capital, a tarifa vigoraria apenas em dias úteis e a cobrança seria automatizada: por meio de câmeras na entrada da cidade e a cobrança enviada para a residência dos motoristas, que se cadastrariam em um site. Carros não cadastrados correriam o risco de ser multados e/ou apreendidos.

O projeto de lei, que já foi enviado para a Câmara de Vereadores de Porto Alegre, tem diversos itens que sugerem outras medidas para evitar o reajuste e até reduzir o valor da passagem do transporte coletivo municipal. Entre outras idéias, estão o aumento do imposto para quem se desloca com carros de aplicativo.

Para montar a ideia do pedágio, a prefeitura se inspirou em cidades como Santiago, Londres e Roma, embora essas metrópoles costumem cobrar apenas pelo acesso a determinadas regiões, para coibir congestionamentos. Pela justificativa do projeto, o maior exemplo é Nova York, que em 2021 passará a cobrar US$ 10 pelo acesso de carros a determinadas regiões e, com o dinheiro, financiará o sistema de metrô, que passa por crise financeira.

Porém, os afetados não serão apenas os motoristas da região que trabalham em Porto Alegre e tem veículo emplacado e seu município de origem. Existem outros prejudicados, como motoboys, veículos de carga e carros de locadoras de veículos – que são emplacados em outras cidades e podem, eventualmente, ter de pagar a taxa caso saiam e entrem na cidade.